Jean-Paul Belmondo

Ator francês nascido em 9 de abril de 1933, em Neuilly-sur-Seine. É conhecido pelas suas excelentes interpretações de anti-heróis carismáticos. A sua forma de representar acabou por inspirar toda uma geração. Filho dum escultor, pensou em seguir uma carreira de desportista, mas, após ter concluído os estudos liceais, decidiu estudar Drama no Conservatório de Paris. Em 1952, começou por fazer teatro amador, tendo conseguido alguma notoriedade devido ao seu aspeto físico, o que impressionou decisivamente os produtores cinematográficos que viram nele uma estrela em potencial. Estreou-se em 1956, com Molière, mas foi com Jean-Luc Godard que conheceu um grande impulso na carreira quando protagonizou À Bout de Souffle (O Acossado, 1960), onde foi Michel, um rebelde parisiense que, acompanhado por uma jovem americana (Jean Seberg), inicia um violento percurso criminal. O filme foi um dos títulos marcantes da chamada Nouvelle Vague e o seu retrato musculado e espontâneo lançou Belmondo para voos mais altos: contracenou com Sophia Loren, em La Ciociara (As Duas Mulheres, 1960), de Vittorio De Sica, e protagonizou o musical de Godard, Une Femme Est une Femme (Uma Mulher é Uma Mulher, 1961). Godard continuou a explorar o seu carisma no road-movie Pierrot le Fou (Pedro, o Louco, 1965), com um assinalável êxito. Apesar dos numerosos convites, mostrou-se avesso a trabalhar em Hollywood: Casino Royale (1967) foi um dos seus raros registos americanos. França continuou a ser o palco por excelência para os seus melhores registos. Ao lado de Alain Delon, protagonizou uma paródia aos filmes de gangsters, Borsalino (1970). Nas décadas de 70 e 80, foi a estrela mais bem paga do cinema gaulês, protagonizando filmes de ação em que, por exigência contratual, não queria duplos. Destes, destacam-se Les Mariées de l'An II (Os Noivos da Revolução, 1970), de Jean-Paul Rappeneau, Le Casse (O Roubo das Esmeraldas, 1971), de Henri Verneuil, L' Álpagueur (Implacável, 1976), de Philippe Labro, Flic ou Voyou (Polícia ou Ladrão, 1979), Le Guignolo (O Irresistível Aventureiro, 1980), ambos de Georges Lautner, L´As des As (O Ás dos Ases, 1982), de Gérard Oury, e Le Marginal (O Marginal, 1983), de Jacques Deray. Em 1988, recebeu o César para Melhor Ator pela sua prestação em Itinéraire d'un Enfant Gâté (Itinerário de uma Vida), de Claude Lelouch. A partir daí, dedicou menos atenção ao cinema, trabalhando mais em televisão e teatro. Neste campo, esteve três anos em cena como Cyrano de Bérgerac (1993) no Théâtre Nationale de France. Em 2002, problemas do foro cardíaco obrigaram-no a retirar-se da vida artística.
Como referenciar: Jean-Paul Belmondo in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-30 18:02:54]. Disponível na Internet: