Jean Renoir

Cineasta francês nascido a 15 de setembro de 1894, em Paris, e falecido a 12 de fevereiro de 1979, em Los Angeles. Teve uma infância feliz entre pintores e seus modelos, pois era filho do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir. Amigo de Louis Lumière, foi por intermédio deste que se apaixonou pelo cinema e decidiu enveredar pela realização. Estreou-se com a curta-metragem Une Vie Sans Joie (1924). A sua primeira longa-metragem (ainda muda) foi Nana (1926), uma adaptação do romance de Émile Zola, e foi protagonizada por Catherine Hessling, sua esposa. Após obras como Madame Bovary (1933) e Toni (1935), ganhou notoriedade internacional por La Grande Illusion (A Grande Ilusão, 1937). O filme, que seria premiado no Festival de Veneza, protagonizado por Jean Gabin e Erich Von Stroheim, abordava a relação cordial entre dois pilotos franceses e um oficial alemão durante a I Grande Guerra e tornou-se no primeiro filme não-falado em inglês a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme. Contudo, os nazis censuraram a obra, mandando queimar todas as cópias durante a ocupação francesa. Renoir continuou a trabalhar em França, filmando outra obra-prima, La Règle du Jeu (A Regra do Jogo, 1939), uma sátira aos valores aristocráticos centrados na paixão proibida entre um aviador francês e uma Marquesa austríaca. Em 1941, com a perseguição nazi, Renoir partiu para os Estados Unidos. Aqui, o seu primeiro trabalho foi Swamp Water (1941), com Walter Brennan, mas o seu primeiro projeto de envergadura foi The Southerner (A Semente do Ódio, 1945), um melodrama, protagonizado por atores amadores, que retrata o espírito dos pioneiros do século XIX e que valeu a Renoir uma nomeação para o Óscar de Melhor Realizador. Woman on the Beach (A Mulher Desejada, 1947), com Robert Ryan, foi o seu último filme realizado em Hollywood e foi um estrondoso fiasco de bilheteira. Desiludido, partiu para a Índia onde filmou The River (O Rio, 1951). Em 1952, voltou a França: dirigiu Anna Magnani, em Le Carrosse D'Or (A Comédia e a Vida, 1952), e deu a Ingrid Bergman um dos melhores papéis da sua carreira, em Elena et les Hommes (Helena e os Homens, 1956). Retirou-se do cinema em 1962, tendo dirigido posteriormente algumas peças de teatro para televisão. Em 1975, foi galardoado pela Academia com um Óscar Honorário. Quinze anos após a sua morte, foi exibido comercialmente um documentário inacabado: Un Tournage à la Campagne (1994).
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