João Bosco

Compositor, cantor e guitarrista brasileiro, João Bosco de Freitas Mucci nasceu no dia 13 de julho de 1946, na cidade de Ponte Nova, em Minas Gerais, no Brasil. Sexto filho de uma extensa família, aos 4 anos de idade já cantava nas missas da paróquia local. Aos 12 anos, os pais oferecem-lhe a primeira guitarra e funda o seu primeiro conjunto rock, chamando-lhe X-Gare. Estudante dedicado, em 1967, o jovem João ingressa no curso de Engenharia da Universidade de Ouro Preto, terminando a formação 5 anos mais tarde. Ainda no ano de 1967, conhece o poeta Vinicius de Moraes e, com ele, escreve algumas canções (entre elas, as clássicas "Rosa dos Ventos", "Samba do Pouso" e "O Mergulhador"). Três anos depois, começa com o poeta carioca Aldir Blanc uma parceria que haveria de manter-se em mais de uma centena de canções. Também em 1972, grava Disco de Bolso, projeto do jornal O Pasquim. O vinil single tinha, de um lado, o trecho "Agnus Dei" (Bosco/Blanc) e do outro "Águas de março", mítica canção de Tom Jobim. Ainda no mesmo ano, conhece a cantora Elis Regina e esta grava "Bala com Bala", outra canção da autoria da dupla João Bosco/Aldir Blanc. A voz de Regina popularizaria outras composições do par, como são os casos de "Mestre-sala dos Mares", "Dois pra Lá, Dois pra Cá" e "O Bêbado e a Equilibrista". No seguimento do sucesso, a década de setenta é particularmente ativa para João Bosco. Algumas gravações desse período, elogiadas internacionalmente (por exemplo, por John McLaughlin), ajudaram a firmar um estatuto de guitarrista de eleição e de compositor. Nos anos 80, finda a parceria de vários anos com Aldir Blanc, João Bosco começa a aparecer mais no papel de cantor, contando com outros companheiros para a escrita, nomeadamente o seu filho, o poeta Francisco Bosco. A preocupação social mantinha-se como o tónico dominante da sua obra. Em 1998, escreveu o acompanhamento musical do bailado Benguelê, dos cariocas Grupo Corpo, apresentado no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte, bem como em alguns eventos internacionais. Após um hiato que durou cerca de cinco anos, João Bosco regressou às gravações de estúdio com Malabaristas do Sinal Vermelho, nova parceria com o filho e que, sendo muito bem acolhido pela crítica especializada, haveria de render ao músico uma nomeação para o Grammy latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

Por altura das comemorações dos trinta anos de carreira, João Bosco editou o primeiro DVD ao vivo da sua carreira. Obrigada Gente!, chegado às lojas no decorrer de 2006, fazia a revisão do repertório de sambas e composições célebres do músico, desde os anos 60 até aos discos mais recentes, num espetáculo gravado em São Paulo e que contou com as participações de Guinga, Hamilton Holanda, Yamandú Costa e Djavan.

Discografia 1972, Disco De Bolso
1973, João Bosco
1975, Caça à Raposa
1976, Galos de Briga
1977, Trio de Misericórdia
1979, Linha de Passe
1980, Bandalhismo
1981, Essa é a Sua Vida
1982, Comissão de Frente
1983, João Bosco Ao Vivo
1984, Gagabirô
1986, Cabeça de Nego
1987, Ai Ai Ai De Mim
1989, Bosco
1991, Zona de Fronteira
1992, Acústico MTV
1994, Na Onda Que Balança
1995, Dá Licença Meu Senhor
1997, As Mil e uma Aldeias
1998, Benguelê
2000, Na Esquina
2001, João Bosco Ao Vivo
2003, Malabaristas do Sinal Vermelho
2003, Songbook 1/2/3
2006, Obrigada Gente! Ao Vivo 2006 (DVD)

Como referenciar: João Bosco in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-21 16:48:46]. Disponível na Internet: