João Bosco Mota Amaral

Advogado e político português, João Bosco Mota Amaral nasceu a 15 de abril de 1943, em Ponta Delgada, nos Açores.
Tendo-se licenciado em 1965 pela Universidade de Lisboa, onde também concluiu o Curso Complementar de Ciências Político-Económicas, foi chefe de redação da revista Rumo (1965-1969) e colaborou no Diário dos Açores. Após ter passado a exercer advocacia em Lisboa em 1967, especializou-se em questões de Direito Administrativo e Direito Fiscal, transferindo-se para Ponta Delgada em 1975. Eleito deputado à Assembleia Nacional em 1969, foi, juntamente com Francisco Sá Carneiro, autor de um projeto de Revisão Constitucional.
Após a revolução de 25 de abril de 1974, Mota Amaral foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (PPD) - posterior Partido Social-Democrata (PSD) - nos Açores. Membro do Secretariado Nacional do partido e eleito deputado à Assembleia da República em 1976, acabou por ser eleito no I Congresso Regional deste partido para o cargo de presidente da sua Comissão Política Regional. Foi reeleito para o cargo em 1979, 1981 e 1983.
Líder da atuação do PPD/PSD em defesa da autonomia política e administrativa dos arquipélagos atlânticos, tendo sido eleito deputado em todas as eleições legislativas desde 1976, foi, a seu pedido, suspenso das funções de deputado a partir de 8 de setembro desse ano, data em que tomou posse do cargo de Presidente do Governo Regional dos Açores. Aí se manteve até outubro de 1995, vencendo sucessivamente todas as eleições regionais até então realizadas.
Foi, até ao termo das suas funções como Presidente do Governo Regional dos Açores, a pessoa com maior número de anos consecutivos no exercício de um cargo governativo, previsto na Constituição.
Foi Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD entre 1995 e 1996 e Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional entre 1996 e 1999. Desde julho de 2000, preside ao Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro.
Desempenhou vários cargos internacionais, em representação do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, sobretudo no Comité das Regiões e no Conselho da Europa.
Foi Vice-Presidente da Assembleia da República entre 1995 e 2002, e, em abril de 2002, eleito Presidente do Parlamento Português.
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