João Gilberto

Cantor e violonista brasileiro, João Gilberto nasceu em 1931, em Juazeiro, no Brasil, e faleceu a 6 de julho de 2019 no Rio de Janeiro.

É considerado por muitos o criador da bossa nova, estilo caracterizado pela contenção sincopada dos acordes de guitarra e pela vocalização intimista.

Na sua juventude fez parte do conjunto vocal Garotos da Lua como solista. Participou como violonista acompanhante no disco Canção do Amor Demais (1958) de Elisete Cardoso, inovando já nesse trabalho pelo estilo revolucionário de tocar violão.

Ao gravar os seus primeiros singles Chega de Saudade (1958), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e Desafinado (1958), de Tom Jobim e Newton Mendonçam, introduziu o estilo bossa nova. Estes temas alcançaram sucesso mundial e chegaram mesmo a ser gravados por estrelas do jazz americano como Stan Getz e Charlie Byrd.

Gravou o seu primeiro álbum em 1959, Chega de Saudade, considerado o primeiro do género bossa nova. Os dois álbuns seguintes, O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961), consolidaram definitivamente o estilo musical. Pertencem a esta fase os clássicos Samba De Uma Nota Só e O Barquinho.

Em 1963 deixou o Brasil, instalando-se em Nova Iorque. Aí gravou Getz/Gilberto (1964), ao lado do músico de jazz norte-americano Stan Getz e de Astrud Gilberto, sua mulher. Este trabalho chegou a n.º 2 nos Estados Unidos e ganhou seis prémios grammy.
Dois anos mais tarde, editou Herbie Mann & João Gilberto, dando continuidade à colaboração com nomes conceituados do jazz americano.

Na década de 70 destacaram-se o homónimo João Gilberto (1973) e Amoroso (1977). Depois de regressar ao Brasil, em 1980, a sua produção discográfica foi escassa. Editou Brasil (1981), álbum que contou com a presença de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil, e que incluiu Aquarela do Brasil e Bahia, entre outros.

Importa salientar dois registos ao vivo: Live At The 19th Montreux Festival 86 (1987) e Ao Vivo - Eu Sei Que Vou Te Amar (1995).

O conceituado músico brasileiro só voltou aos estúdios em 2000, para a gravação de João Voz e Violão, onde contemplava algumas canções de António Carlos Jobim, sempre no estilo inconfundível da bossa nova.



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