João VIII

Papa italiano, de origem romana, era arquidiácono antes de ser eleito pontífice.
O seu papado ocorreu de 14 de dezembro de 872 a 16 de dezembro de 882.
Obteve a libertação de Metódio, que continuou o seu esforço de missionação dos territórios eslavos e tornou o bispo de Sens (França) vigário papal, sempre com o apoio do imperador Luís II, o que lhe outorgava um grande poder. Rodeou a basílica de São Paulo de muros para a defender dos muçulmanos e aclamou imperador Carlos, o Calvo, com a intenção de possuir melhores defesas residindo este em Itália. Tal não se verificou, tendo o imperador delegado a defesa de Roma aos duques de Camerino e de Spoleto e ampliado os Estados Pontifícios à Calábria, Spoleto, Benevento e Nápoles.
No sínodo de Ponthieu (876) foi dado ao papa o poder de reger todos os territórios do sul de Itália.
Consta nos Anais do mosteiro de Fulda que o papa, que teve de fugir de Roma (caída nas mãos de Adalberto da Toscânia e de Lamberto de Spoleto), foi alvo de uma tentativa de envenenamento e morto com um martelo, uma vez que o veneno não surtiu o efeito desejado.
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