Joaquim Chissano

Político e general moçambicano, de nome completo Joaquim Alberto Chissano, nascido a 22 de outubro de 1939, em Malehice, na província de Gaza. Iniciou os seus estudos na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em 1960, mas, por razões políticas, mudou-se para França no ano seguinte para continuar os seus estudos. Foi nesse país que, juntamente com outros estudantes, formou a União Nacional dos Estudantes de Moçambique. Dedicado à causa da independência do seu país, abandonou os estudos e participou na fundação, em 1962, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), na Tanzânia, e um ano depois foi eleito para o Comité Central do movimento. Desempenhou até 1965 a função de secretário do primeiro presidente da FRELIMO, Eduardo Mondlane; exerceu o cargo de professor na comunidade do movimento e foi eleito para os comités Político Militar e Executivo. Após a revolução em Portugal, a 25 de abril de 1974, em setembro do mesmo ano Joaquim Chissano ocupou a função de Primeiro-Ministro do Governo de Transição até 25 de junho de 1975, data da proclamação da independência de Moçambique. No primeiro Governo do país, ocupou a pasta dos Negócios Estrangeiros (1975-1986), sob a presidência de Samora Machel. Entretanto, em 1977, foi eleito para o Comité Central e para o Comité Político Permanente da FRELIMO, no seu terceiro congresso. Após a morte de Samora Machel em 1986, foi eleito Presidente do Partido Frelimo e, a 6 de novembro, Presidente da República. Introduziu um Programa de Reabilitação Económica em 1987 e, após a queda do comunismo na Europa, abandonou a doutrina marxista-leninista. Permitiu a abertura ao multipartidarismo através da revisão da Constituição em 1990. A 4 de outubro de 1992 assinou um acordo de paz, juntamente com Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), pondo termo a dezasseis anos de guerra civil no país. Nas eleições presidenciais de 1994 foi investido como presidente da República, cargo para o qual foi reeleito nas eleições de 1999. Nesse mesmo ano, tornou-se Presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Vice-Presidente da Socialista Internacional. Em 2004 sucedeu-lhe no cargo de presidente da República Armando Guebuza, secretário-geral da FRELIMO, que venceu as eleições por maioria.
É membro de honra de várias organizações e recebeu vários prémios no país e no estrangeiro. Recebeu o título Honoris Causa em Economia atribuído pela Universidade de Coimbra (1999).
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