Joel e Ethan Coen

Dupla de realizadores e argumentistas norte-americanos, os irmãos Joel e Ethan Coen nasceram em Minneapolis, a 29 de novembro de 1954 e a 21 de setembro de 1957, respetivamente. O seu percurso estudantil foi distinto: Joel estudou Cinema na Universidade de Nova Iorque e Ethan licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Princeton. Em inícios da década de 80, Joel trabalhou como assistente de montagem, enquanto que Ethan trabalhou como caixa num supermercado.
Uma organização de solidariedade judaica deu-lhes um subsídio de 750 mil dólares para filmarem aquele que foi o seu título de estreia: Blood Simple (Sangue Por Sangue, 1984). Apesar de não ter sido bem sucedido comercialmente, tornou-se um dos marcos do policial, pelas suas inúmeras referências cinematográficas ao filme negro dos anos 30 e 40. O filme centrou-se na história de um marido traído que contrata um assassino profissional para matar a sua mulher e o amante e marcou a estreia da atriz Frances MacDormand (esposa de Joel na vida real) no cinema. Seguiu-se Raising Arizona (Arizona Júnior, 1987), uma hilariante comédia protagonizada por Nicolas Cage e Holly Hunter e que teve Barry Sonnenfeld como assistente de realização. O tom nonsense do argumento sobre um estranho casal formado por uma mulher-polícia que se apaixona por um desastrado ladrão que decide raptar um bebé fez sucesso nas bilheteiras. Filmaram depois Miller's Crossing (História de Gangsters, 1990), uma paródia estilística a uma tipologia de cinema que fez sucesso durante a Depressão, centrada na personagem de um mafioso irlandês (Gabriel Byrne) com um código de ética particular ligado a um laço de lealdade para com um "barão do crime" (Albert Finney). O seu filme seguinte, Barton Fink (1991), venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes e proporcionou a John Turturro o prémio de Melhor Ator. O filme foi uma bem sucedida fábula surrealista sobre Hollywood dos anos 40, centrada na figura de um argumentista (Turturro) que se refugia num hotel para escrever um guião urgente, mas que vê a sua vida infernizada por um hóspede do mesmo hotel (John Goodman) que se revela um psicopata. Já The Hudsucker Proxy (O Grande Salto, 1994), apesar de um elenco de luxo que englobava nomes como Paul Newman e Tim Robbins, passou quase despercebido e traduziu-se num fracasso de bilheteira. Redimiram-se com Fargo (1996), um policial que foi um sucesso crítico e de bilheteiras e que foi galardoado com dois Óscares: Melhor Argumento Original (para os irmãos Coen) e Melhor Atriz (Frances MacDormand, impagável no papel de ajudante de xerife grávida que tenta solucionar um estranho assassinato).
Seguiram-se The Big Lebowski (O Grande Lebowski, 1998), com Jeff Bridges, o musical O Brother, Where Art Thou? (Irmão, Onde Estás?, 2000), com George Clooney, The Man Who Wasn´t There (O Barbeiro, 2001), a comédia romanceada Intolerable Cruelty (Crueldade Intolerável, 2003), que colocou frente a frente George Clooney e Catherine Zeta-Jones, e a divertida comédia The Ladykillers (O Quinteto da Morte, 2004).
Em 2008, foram galardoados com o Óscar para Melhor Realizador por No Country for Old Men (Este País não é para Velhos), película que recebeu também os óscares de Melhor Filme e de Melhor Guião Adaptado.
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