Jogos Olímpicos de Londres, 1944

Apesar de a Segunda Guerra Mundial continuar na Europa, foram atribuídos os XIII Jogos Olímpicos à cidade inglesa de Londres, na esperança de ver o conflito bélico terminar em breve. Mas em 1941 deu-se um duro revés nas expectativas de paz do Comité Olímpico Internacional, com o ataque japonês à base militar americana de Pearl Harbor, que levou à globalização do palco da guerra e ao aumento da sua intensidade bélica. As bombas não pararam de cair até 1945 e não houve alternativa que não fosse o cancelamento de mais uma edição dos Jogos, a segunda consecutiva, depois de em 1940 terem sido canceladas as Olimpíadas de Tóquio, primeiro, e de Helsínquia depois. Era urgente uma prova de sobrevivência do Comité Olímpico Internacional para fazer face a duas edições canceladas pela guerra. Foi da Suécia que surgiu a revitalização do movimento olímpico, através Sigfrid Edstrom, então com 75 anos, o homem que organizara as Olimpíadas de 1912 em Estocolmo. A 21 de agosto de 1945, o sueco convocou uma reunião da comissão executiva do Comité Olímpico Internacional e conseguiu entusiasmar os diversos representantes nessa reunião para o despertar do espírito olímpico, sendo eleito presidente do COI. Lorde Burghley, o inglês que substituiu Edstrom na presidência da Federação Internacional de Atletismo Amador, comprometeu-se a organizar aos Jogos da XIV Olimpíada em Londres. A guerra provocou um hiato de doze anos entre os Jogos de Berlim, em 1936, e os de Londres, em 1948, para os quais não foram convidados alemães e japoneses, as nações derrotadas durante a Segunda Grande Guerra. Após o termo do conflito, e durante o período da Guerra Fria, a participação nas Olimpíadas tornou-se um símbolo de reconhecimento e legitimidade política dos intervenientes.
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