John Ashbery

Poeta e crítico norte-americano, considerado o mais relevante da chamada "Escola de Nova Iorque", nasceu a 28 de julho de 1927, em Rochester, no estado de Nova Iorque. Filho de um agricultor e de uma professora de biologia, John Ashbery frequentou a escola secundária de Ashbery, onde se apaixonou pela poesia de Dylan Thomas, de Wallace Stevens e de W.H. Auden.
Como sonhava vir a ser pintor, ia todas as semanas às aulas de pintura tidas no Museu de Arte de Rochester, desde os seus onze anos de idade até ter atingido os quinze. Publicou alguns poemas, pela primeira vez, na revista mais conceituada da especialidade na altura, a Poetry.
Deu início aos seus estudos superiores na Universidade de Harvard, de onde obteve o diploma em 1949, não sem ter passado pelas Universidades de Columbia e Nova Iorque. Em 1951 acabou o mestrado na Universidade de Columbia, pelo que deu início a uma carreira no ramo editorial. Pouco antes da publicação da sua segunda coletânea de poesia, Some Trees (1956), escolhida por W. H. Auden para inclusão numa edição antológica dos poetas modernos pela Universidade de Yale, Ashbery partiu para França, tendo passado cerca de dez anos em Paris, a maioria dos quais na companhia do escritor francês Pierre Martory, cujos poemas traduziu para a língua inglesa. Financiado pela Fundação Fulbright no seu trabalho, foi também editor artístico da edição europeia do New York Herald Tribune.
Regressando em 1965 aos Estados Unidos, desempenhou as funções de crítico de arte nas revistas New York e Newsweek, tendo trabalhado também, e até 1972, no corpo editorial da ARTnews. Foi depois professor de Escrita de Criação no Brooklyn College e professor catedrático de Línguas e Literaturas no Bard College, instituição de ensino superior de carácter liberal e artístico. Entre 1976 e 1980 foi editor da Partisan Review.
Em 1975 publicou Self-Portrait On A Convex Mirror, que não só lhe valeria uma posição de destaque no rol dos poetas norte-americanos, como lhe traria prémios literários de gabarito, como o Pulitzer, o National Book Award For Poetry e o National Book Critics Circle Prize.
Foi considerado pela crítica como o poeta mais relevante da dita "Escola de Nova Iorque", sendo a sua obra marcada pela originalidade de conteúdo, imagética elegante e uma certa propensão para a escolha de temas lúgubres. Escreveu outras obras para além das mencionadas, de que fazem parte Turandot and Other Poems (1953, Turandot e Outros Poemas), The Poems (1960), The New Spirit (1970) e Selected Poems (1985).
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