John W. M. Whiting
Antropólogo behaviourista norte-americano nascido no ano de 1908, em Chilmark (Massachusetts, EUA), tendo efetuado os seus estudos superiores em Sociologia. Foi nesta área que Whiting se doutorou, em 1938, na Universidade de Yale, baseando a sua dissertação em trabalho de campo realizado na Nova Guiné.
Em 1938, Whiting iniciaria o seu trabalho de investigação naquela universidade, no Institute for Human Relations, e optando decisivamente pela abordagem antropológica e psicológica daqueles que se tornariam os temas principais da sua atividade académica de investigador: o desenvolvimento da criança e a socialização. Esta atividade prosseguiu, depois, no Iowa Child Welfare Research Station (1947-1949), na Universidade de Harvard (1950-1966), e, finalmente, na Universidade de Nairobi (Quénia), entre 1966 e 1973.
A principal preocupação de Whiting no estudo do desenvolvimento da criança foi sempre privilegiar uma pesquisa e análise interdisciplinares, não surpreendendo a sua associação com nomes fundamentais de diversas ciências, como são os casos dos antropólogos Brosnilaw Malinowski ou George P. Murdock, ou o psicanalista Earl Zinn. Foi em grande parte devido a esta postura intelectual de grande abertura, teórica e metodológica, que Whiting alcançou brilhantes resultados na sua prática científica, nomeadamente no que se refere aos processos e mecanismos de socialização e controlo social nas crianças. Whiting pretendia, acima de tudo, compreender como o meio social e histórico influencia o desenvolvimento do indivíduo, desde criança, sem perder de vista os fatores psicológicos, e mesmo biológicos, desse processo. O grande objetivo de Whiting era a prossecução de uma ciência behaviourista suportada por uma base etnográfica profunda e por uma observação sistemática dos comportamentos individuais.
John W. M Whiting, que teve na sua mulher, a antropóloga Beatrice B. Whiting, uma ativa colaboradora, é um dos nomes fundamentais do behaviorismo na antropologia, nomeadamente no que diz respeito ao estudo do processo de crescimento dos indivíduos, para o que muito contribuiu a sua grande capacidade de reflexão teórica, aliada ao brilhantismo como investigador científico. Morreu a 13 de maio de 1999.
Obras fundamentais de Whiting:
1941, Becoming a Kwoma: Teaching and Learning in a New Guinea Tribe
1953, Child Training and Personality: A Cross Cultural Study (com I. L. Child)
1975, Children of Six Cultures
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