Jorge Botelho Moniz

General e político nascido em 1898. Esteve ligado ao golpe militar de Sidónio Pais a 17 de dezembro de 1917. Como apoiante da ditadura sidonista, dirigiu o jornal do regime A Situação, que servia também de panfleto ao Partido Nacional Republicano. No pós-Primeira Guerra Mundial, foi um dos partidários do neo-sidonismo, filiando-se posteriormente na União Liberal Republicana (ULR), de perfil conservador. Durante a época da ditadura militar, retomou a direção do jornal A Situação, agora ligado à ULR. Em 1931, era o comandante das forças que reprimiram a revolta antiditaturial que eclodiu na Madeira, passando também a apoiar o regime imposto por Oliveira Salazar. Durante a Guerra Civil espanhola (1936-39), apoiou o exército franquista (nacionalistas) através do corpo militar de voluntários portugueses denominados os Viriatos, difundindo a sua mensagem através do Rádio Club Português, do qual foi fundador.
Dentro do espírito das organizações fascistas de base, fundou Legião Portuguesa, em 1936.
Durante o Estado Novo, foi administrador de várias empresas públicas e privadas, deputado da Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa (entre 1957 e 1961). Morreu em 1961.
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