Jorge Gigante
Arquiteto português, Jorge Guimarães Gigante nasceu a 23 de dezembro de 1919, em Viana do Castelo, e morreu a 27 de junho de 1994, no Porto. Licenciou-se em Arquitetura em 1958 pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP).
Profissionalmente, formou um gabinete de arquitetura em parceria com o arquiteto Francisco Figueiredo Melo em 1960, sendo com este coautor de todos os projetos e obras realizados; a partir de 1989, os arquitetos José Manuel Gigante (filho) e João Álvaro Rocha associam-se ao gabinete. Exerce as funções de arquiteto na Administração dos Portos de Douro e Leixões entre 1958-1964 (APDL); é consultor de várias câmaras no período 1963-1975 e o primeiro comissário do Governo para a Renovação Urbana da Área Ribeira - Barredo (CRUARB) entre 1975-1976.
A partir de 1964 desenvolve os projetos e respetivas obras de várias centrais automáticas e/ou posteriores remodelações para os Telefones de Lisboa e Porto (extinta TLP); destes destacam-se a Central de Arcozelo, Vila Nova de Gaia (1974), 1.ª fase, e, em particular, a ampliação da Central Telefónica do Bonfim, Porto (1970-1972), pela mestria e elementar simplicidade com que soluciona uma questão delicada de fachada, em termos de desenho e composição, tanto mais pela forte presença do muro de granito da Igreja do Bonfim. Simultaneamente rigoroso na estereotomia do betão aparente, esta obra revela ainda requintes de plasticidade nos cambiantes efeitos de luz e sombra. Entre outras obras e projetos inclui-se o conjunto turístico da serra das Meadas, Lamego, habitações unifamiliares no Porto e o Centro Social da Sé do Porto.
As obras e projetos refletem a influência de diferentes arquiteturas e arquitetos, destacando-se a arquitetura nórdica em geral e a arquitetura italiana do pós-guerra, como por exemplo, a do arquiteto Ignacio Gardella.
Em 1986 foi distinguido com o Prémio Gulbenkian de Arquitetura / Design, em conjunto com os três arquitetos já mencionados.
Obteve o primeiro lugar nos concursos para a elaboração dos projetos das novas instalações do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV), em 1990, Vairão, Vila do Conde, e da nova delegação do Instituto de Comunicações de Portugal (ICP), em 1992, Ramalde, Porto. Os respetivos projetos e obras são posteriormente desenvolvidos pela dupla José Manuel Gigante / João Álvaro Rocha.
Participou em várias exposições de arquitetura em diversos locais e tem obras e projetos seus publicados em diferentes livros e revistas da especialidade, quer nacionais quer estrangeiras.
Pedagogo multifacetado e influente, lecionou as disciplinas de Urbanismo e Ciências da Construção a partir de 1967, primeiro na ESBAP e a partir de 1984 na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) (quando esta última substitui a anterior). Foi professor jubilado da FAUP desde 1990 até à data da sua morte e entre 1990-1991 foi membro convidado do Conselho Académico da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).
Mais do que um conjunto de obras e projetos claramente consistentes, o seu principal legado são os arquitetos que com ele se formaram, quer académica quer profissionalmente, dado que o seu próprio gabinete funcionava como uma espécie de aula aberta, quer para os colaboradores, quer, inclusive, para estudantes que aí se encontravam e desenvolviam os seus projetos escolares.
Profissionalmente, formou um gabinete de arquitetura em parceria com o arquiteto Francisco Figueiredo Melo em 1960, sendo com este coautor de todos os projetos e obras realizados; a partir de 1989, os arquitetos José Manuel Gigante (filho) e João Álvaro Rocha associam-se ao gabinete. Exerce as funções de arquiteto na Administração dos Portos de Douro e Leixões entre 1958-1964 (APDL); é consultor de várias câmaras no período 1963-1975 e o primeiro comissário do Governo para a Renovação Urbana da Área Ribeira - Barredo (CRUARB) entre 1975-1976.
A partir de 1964 desenvolve os projetos e respetivas obras de várias centrais automáticas e/ou posteriores remodelações para os Telefones de Lisboa e Porto (extinta TLP); destes destacam-se a Central de Arcozelo, Vila Nova de Gaia (1974), 1.ª fase, e, em particular, a ampliação da Central Telefónica do Bonfim, Porto (1970-1972), pela mestria e elementar simplicidade com que soluciona uma questão delicada de fachada, em termos de desenho e composição, tanto mais pela forte presença do muro de granito da Igreja do Bonfim. Simultaneamente rigoroso na estereotomia do betão aparente, esta obra revela ainda requintes de plasticidade nos cambiantes efeitos de luz e sombra. Entre outras obras e projetos inclui-se o conjunto turístico da serra das Meadas, Lamego, habitações unifamiliares no Porto e o Centro Social da Sé do Porto.
As obras e projetos refletem a influência de diferentes arquiteturas e arquitetos, destacando-se a arquitetura nórdica em geral e a arquitetura italiana do pós-guerra, como por exemplo, a do arquiteto Ignacio Gardella.
Em 1986 foi distinguido com o Prémio Gulbenkian de Arquitetura / Design, em conjunto com os três arquitetos já mencionados.
Obteve o primeiro lugar nos concursos para a elaboração dos projetos das novas instalações do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV), em 1990, Vairão, Vila do Conde, e da nova delegação do Instituto de Comunicações de Portugal (ICP), em 1992, Ramalde, Porto. Os respetivos projetos e obras são posteriormente desenvolvidos pela dupla José Manuel Gigante / João Álvaro Rocha.
Participou em várias exposições de arquitetura em diversos locais e tem obras e projetos seus publicados em diferentes livros e revistas da especialidade, quer nacionais quer estrangeiras.
Pedagogo multifacetado e influente, lecionou as disciplinas de Urbanismo e Ciências da Construção a partir de 1967, primeiro na ESBAP e a partir de 1984 na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) (quando esta última substitui a anterior). Foi professor jubilado da FAUP desde 1990 até à data da sua morte e entre 1990-1991 foi membro convidado do Conselho Académico da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).
Mais do que um conjunto de obras e projetos claramente consistentes, o seu principal legado são os arquitetos que com ele se formaram, quer académica quer profissionalmente, dado que o seu próprio gabinete funcionava como uma espécie de aula aberta, quer para os colaboradores, quer, inclusive, para estudantes que aí se encontravam e desenvolviam os seus projetos escolares.
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Como referenciar
Jorge Gigante na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$jorge-gigante [visualizado em 2026-06-04 15:23:47].
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