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Jorge Oteíza

Escultor espanhol, nascido a 21 de novembro de 1908 em Orio, Guipuzcoa, no País Basco, e falecido a 9 de abril de 2003, em Donostia, foi considerado um dos pioneiros da escultura abstrata espanhola. Oteíza ganhou notoriedade enquanto escultor, combinando o arcaico com o vanguardismo e utilizando como material a pedra ou ferro. Começou por apresentar trabalhos figurativos, mas depois dedicou-se ao abstrato, onde ganhou notoriedade, apostando no quadrado e na esfera como elementos das suas obras.
Apesar do seu interesse em arquitetura, Jorge Oteíza acabou por ingressar no curso superior de Medicina. A disciplina de bioquímica acabou por despertar a sua vocação experimental pela escultura.
Em 1928 fez as suas primeiras esculturas e, no ano seguinte, abandonou Medicina e passou para a Escola de Artes e Ofícios de Madrid, que contudo frequentou durante pouco tempo. Paralelamente, e por iniciativa própria, estudou religião, antropologia e marxismo. Em 1931 ganhou o primeiro prémio do IX Concurso de Novos Artistas Guipuzcoanos com a escultura Adão e Eva, TgS=A/B.
Ainda na década de 30 viajou para a América Latina, acabando por se instalar na Argentina, embora também tenha passado temporadas no Chile, Peru e Colômbia.
Em 1948 Oteíza regressou a Espanha, instalando-se em Bilbau, e, no ano seguinte, ganhou o primeiro prémio no concurso nacional para o monumento a Felipe IV, que, no entanto, nunca foi concretizado.
Já em 1950 venceu o concurso para a estatuária da Basílica de Arantzazu. A construção do templo foi proibida em 1954 e só se viria a concretizar em 1969.
Entretanto, em 1957 havia recebido, no Brasil, o Prémio Internacional de Escultura da Bienal de São Paulo.
Depois de ter atingido a maturidade artística na década de 50, abandonou a escultura em 1959.
Só regressou à escultura na década de 70, para completar obras que havia deixado incompletas, e a partir daí voltou, incessantemente, a trabalhar na área.
Em 1985 recebeu a Medalha de Ouro de Belas Artes do Ministério da Cultura de Espanha e, três anos mais tarde, foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes.Paralelamente à escultura, Jorge Oteíza também se dedicou à escrita, nomeadamente de ensaio e poesia. As suas obras mais marcantes foram o livro de ensaios sobre arte, Ensayo de interpretación estética del alma vasca, de 1963, e a sua continuação, Ejercicios espirituales en un túnel, de 1983.Jorge Oteíza morreu com 94 anos, a 9 de abril de 2003, em Donostia no País Basco espanhol.
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