Jorge Semprún

Escritor espanhol nascido a 10 de dezembro de 1923, em Madrid.
Em 1937, durante a guerra civil espanhola, foi com a família para Paris, em França, tendo continuado os seus estudos em Filosofia na Universidade da Sorbonne.
Aos 18 anos, aderiu a uma organização comunista da Resistência Francesa, que lutava contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte ingressou no Partido Comunista Espanhol. Em 1943 foi preso pela Gestapo, a polícia secreta nazi, e enviado para o campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Dois anos depois, no ano em terminou a guerra, Semprún regressou a Paris, tendo passado a trabalhar como tradutor para a UNESCO, função que desempenhou até 1952. Paralelamente, trabalhou na revista Temps Modernes.
A partir de 1953 passou a coordenar as atividades clandestinas de resistência ao regime de Franco, que dominava Espanha de forma ditatorial. Mais tarde, Semprún passou a integrar o Comité Central do partido.
Entre 1957 e 1962, adotou o nome de código Federico Sanchez e foi o responsável pelas ações clandestinas do Partido Comunista em Espanha.
No ano seguinte, dedicou-se também à escrita e lançou Le Grand Voyage (A Grande Viagem). Apesar de ser espanhol, Semprún optou quase sempre por escrever os seus romances em francês. Por esta obra, de carácter autobiográfico, recebeu o Prémio Formentor e o Prémio Literário da Resistência. A Grande Viagem foi reeditado em Portugal em 2002.
Em 1964 foi expulso do Partido Comunista por discordar das linhas orientadoras do partido. Passou então a dedicar-se por inteiro à escrita de romances e de argumentos para cinema.
Três anos mais tarde, foi nomeado para um Óscar da Academia de Hollywood pelo argumento que escreveu para o filme do realizador francês Alain Resnais La Guerre este Finie, em 1969 recebeu o Prémio Fémina pelo romance La Deuxième mort de Ramon Mercader.
Na segunda metade dos anos 70 lançou Autobiografía de Federico Sánchez, com a qual ganhou o Prémio Planeta, um dos mais prestigiados galardões literários de Espanha.
Entre 1988 e 1991 regressou a Espanha e foi ministro da Cultura, no governo socialista de Felipe González. Quando deixou o cargo regressou a Paris.
Logo nesse ano editou Federico Sanchez Vous Salue Bien (O Adeus de Federico Sánchez), seguindo-se três anos mais tarde L'écriture ou la vie (A Escrita ou a Vida). Ainda em 1994 recebeu o Prémio da Paz durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha e, no ano seguinte, o Prémio dos Direitos Humanos, graças a A Escrita ou A vida.
No início do século XXI, lançou Viviré com su Nombre, Morirá com el Mio (2001).
Em 2003, pela primeira vez, Jorge Semprún escreveu um romance na sua língua-materna, o castelhano. Veinte Años Y Un Día (Vinte Anos e Um Dia), editado em Portugal em 2004, foi considerado o melhor romance espanhol de 2003 pelos editores de Espanha.
Como referenciar: Jorge Semprún in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-15 00:42:29]. Disponível na Internet: