José Calvo Sotelo

Líder do Partido Monárquico espanhol (1893-1936), nascido na Corunha e falecido em Madrid, foi assassinado na década de 30 do século XX por ativistas anarquistas, facto que conduziu ao levantamento dos nacionalistas e precipitou a Guerra Civil de Espanha, que opôs os nacionalistas do general Franco aos republicanos.
A 28 de junho de 1931 tinham-se reunido as Cortes Constituintes, que a 14 de julho votaram a Constituição espanhola de 9 de dezembro de 1931. Alcala Zamora foi eleito presidente a 10 de dezembro do mesmo ano, e Azana mantinha-se no cargo de primeiro-ministro Constitucional do Novo Regime.
O Governo espanhol saído destas Cortes deparou-se desde o início com um forte clima de instabilidade política gerado pelas agitações anarquistas, nomeadamente o levantamento da Catalunha de 1933, o movimento revolucionário de Oviedo de outubro de 1934 e também com as tentativas reacionárias espanholas, como o pronunciamento do general Sanjurjo, em 1933.
Esta tensão tornou-se explosiva em 1936 com o atentado contra a vida de Calvo Sotelo, o dirigente da ala mais conservadora pró-monárquica, conduzindo o país a uma violenta guerra civil.
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