José da Cunha Taborda

Pintor português, José da Cunha Taborda nasceu em 1766, no Fundão. Tal como muitos pintores da sua geração, frequenta a Aula Régia de Desenho de Figura, sob a orientação de Joaquim da Rocha e de José da Costa e Silva. Após uma prolongada estadia em Roma, sob o patrocínio de Pina Manique e, posteriormente, de D. João de Almeida e Castro, regressa a Lisboa em 1797, onde inicia a sua carreira de pintor, elaborando alguns trabalhos para a corte. Em 1803 vê reconhecida a qualidade da sua obra, ao ser nomeado "pintor do rei", dedicando-se simultaneamente à docência na Escola de Pintura da Casa Pia, recentemente criada. O historiador de arte Raczinski, no Diccionnaire Historico-Artistique du Portugal, editado em 1847, refere José Taborda como um autor cujo trabalho revela "um efeito geral muito satisfatório".
Para as principais áreas geográficas de influência da corte, como a Ajuda e Mafra, Taborda realiza diversas obras de carácter áulico. Ultrapassando a corrente circunscrição geográfica à capital e outras zonas de influência da corte, como Mafra, Taborda executa trabalhos para o bispo da Guarda e para a Misericórdia do Fundão, importantes para a divulgação do gosto neoclássico na província. Uma tendência pré-romântica parece já manifestar-se no "Retrato de Camões", passado a gravura em 1817.
Não se limitando à atividade pictórica, elabora um ensaio sobre a história da pintura portuguesa, com o título, Memória dos Mais Famosos Pintores Portugueses, que constitui um importante marco da historiografia da arte nacional.
Faleceu em 1834.
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