José Maria Pedroto

Futebolista e treinador de futebol nascido a 21 de outubro de 1928, em Almacave, em Lamego, e falecido no dia 8 de janeiro de 1985.
Com sete anos, foi viver para o litoral, para o Porto e, depois para o concelho de Matosinhos, onde, por uma questão de proximidade, aos 17 anos foi jogar para os juniores do Leixões, na posição de avançado.
Por causa do serviço militar, foi colocado em Tavira e assinou contrato com o Lusitano de Vila Real, onde jogou na temporada 1949-1950 na I Divisão. As suas boas exibições despertaram o interesse do FC Porto e do Belenenses, clube que o contratou ao Leixões, ainda detentor do seu passe. Pedroto, que entretanto passou a atuar como médio, esteve duas temporadas no clube do Restelo, antes de se mudar para o FC Porto, em meados de 1952, numa transferência recorde para o futebol português: 500 contos. Antes disso, tinha feito a estreia na seleção portuguesa num jogo em Paris contra a França, em abril de 1952. Foi jogador do clube das Antas até 1960 e durante esse período ganhou dois campeonatos (1955/56 e 58/59) e duas taças de Portugal (55/56 e 57/58).
Na temporada 60/61 Pedroto iniciou a carreira de treinador, tendo começado pela equipa de juniores do FC Porto. Em 61/62 levou a formação júnior das Antas à vitória no Torneio Internacional de Juniores da UEFA, a associação europeia de futebol. Este feito originou a sua contratação para treinar a Académica de Coimbra, onde esteve duas temporadas, passando depois um ano pelo Leixões, sempre com resultados medianos.
Em 1966 regressou às Antas, agora para orientar a formação principal do FC Porto. Ganhou a Taça de Portugal em 1968, mas em abril de 1969 foi despedido e, por decisão da assembleia-geral do clube, impedido de voltar às Antas.
Entre as épocas 69/70 e 73/74 treinou o Vitória de Setúbal com muito sucesso, pois apesar de não ter ganho qualquer título este foi dos melhores períodos do historial do clube sadino, graças a uma série de boas classificações no campeonato e de boas presenças na Taça UEFA. Mesmo assim, por discordância da forma como o clube estava a ser gerido, abandonou o Vitória em janeiro de 1974. Na temporada seguinte, passou a treinar o Boavista, onde em duas épocas conquistou duas Taças de Portugal e foi vice-campeão em 75/76.
Entretanto, o FC Porto atravessava uma crise de resultados e um grupo de sócios convocou em março de 1975 uma assembleia-geral destinada a amnistiar Pedroto. O regresso às Antas deu-se em 1976 e logo nessa época ganhou a Taça de Portugal. Até 1980 Pedroto foi campeão pelo FC Porto (77/78 e 78/79). O clube já não conquistava títulos há 19 anos, ou seja, desde os tempos de Pedroto como futebolista.
Problemas internos do clube levaram a que no verão de 1980 abandonasse as Antas, juntamente com o chefe do departamento de futebol, Pinto da Costa. Quando este regressou às Antas como presidente em 1982 levou consigo José Maria Pedroto, que até aí treinava o Vitória de Guimarães. Apesar de não ter ganho nenhum campeonato, Pedroto ajudou a lançar as bases para um FC Porto de nível europeu.
Em janeiro de 1984 foi internado em Londres devido a um cancro, mas continuou a aconselhar António Morais, que o substituiu no comando da equipa. Nessa condição o FC Porto chegou à final da Taças das Taças em 1984, na Suíça, mas perdeu com a Juventus por 2-1.
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