José Marinho

Filósofo e pedagogo português, José Marinho nasceu no Porto, em 1904.
Concluiu a licenciatura em Filologia Românica na Faculdade de Letras do Porto, em 1926, e passou o exame para professor liceal, em 1931. Frequentou as aulas do mestre Leonardo Coimbra de quem se tornou sucessor do pensamento filosófico.
Após ter sido professor em Faro, José Marinho foi transferido para Viseu, onde acaba por ser expulso e preso em Aljube, em Lisboa, por razões de política medíocre. Quando saiu da prisão, passou a viver de lições particulares de filosofia, latim, francês e português, o que o levou a conviver com alguns dos seus discípulos. O filósofo fez algumas traduções de obras conceituadas, como Guerra e Paz de Tolstoi, escreveu vários artigos para os jornais O Primeiro de janeiro, Comércio do Porto, Diário Popular e Revista 57 e publicou várias obras das quais destaca-se O Pensamento Filosófico de Leonardo Coimbra (1945), Teoria do Ser e da Verdade (1961), Filosofia: ensino ou iniciação? (1976), Estudos sobre o Pensamento Português Contemporâneo (1981) e Aforismos sobre o que mais importa (1995-1998, inéditos).
José Marinho, um dos filósofos mais marcantes na filosofia portuguesa do século XX, pôs em causa o ensino da filosofia, pois considerava que se devia fazer a distinção entre pergunta e interrogação; criticando o racionalismo moderno, assim como a tradição escolástica e positivista, Marinho propôs uma metafísica da subjetividade, libertada de qualquer força sensorial ou racional; e considerou, ainda, que o homem só consegue filosofar quando assumir a sua singularidade.
José Marinho faleceu em 1975.
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