Josina Machel

Guerrilheira e ativista moçambicana, de nome completo Josina Abiatar Muthemba, nasceu a 10 de agosto de 1945, em Inhambane, Moçambique.
Aos 18 anos, em março de 1964, Josina Muthemba foi presa em Victoria Falls, na Rodésia, e posteriormente entregue à PIDE (polícia política do regime português), em Lourenço Marques (agora Maputo). Em maio do ano seguinte, mudou-se para a Tanzânia.
Em 1967, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que lutava pela independência de Moçambique face a Portugal, criou o Destacamento Feminino, onde Josina se viria a filiar de imediato, abdicando para isso de uma bolsa no estrangeiro. Ainda nesse ano, foi nomeada chefe da Secção da Mulher, no Departamento de Negócios Estrangeiros. Ao longo da sua vida, defendeu sempre a igualdade de direitos entre o Homem e a Mulher. Em maio de 1969, casou com Samora Machel, um dos líderes da FRELIMO e futuro presidente de Moçambique, passando a adotar o nome de Josina Machel.
Em setembro de 1970, Josina Machel participou na 2.ª Conferência do Departamento de Educação e Cultura e, a 28 de dezembro seguinte, realizou uma marcha através das zonas libertadas da província do Niassa, com o objetivo de organizar orfanatos e de desenvolver atividades do Departamento da Mulher da FRELIMO.
Em fevereiro de 1971 participou na 2.ª Conferência do Departamento de Defesa. No dia 6 de março desse mesmo ano visitou as zonas libertadas de Cabo Delgado, para também aí organizar orfanatos e desenvolver atividades do Departamento da Mulher.
Josina Machel viria a falecer a 7 de abril, em Dar es Salaam, na Tanzânia.
As suas aptidões eram bastante reconhecidas, altos dirigentes da FRELIMO receberam instrução militar de Josina Machel.
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