Julgamentos de Nuremberga

Em 8 de agosto de 1945 foi assinado em Londres um acordo que envolvia representantes de quatro potências aliadas - os Estados Unidos, a França, a Grã-Bretanha e a União Soviética, criando assim um Tribunal Militar Internacional destinado ao julgamento dos crimes de guerra (e seus autores) que tivessem uma localização geográfica específica. Foi então criado o Tribunal de Nuremberga.
Os julgamentos de Nuremberga, resultado de decisão da Conferência de Potsdam, decorreram ao longo de vários meses e 403 sessões (de 20 de novembro de 1945 a 1 de outubro de 1946) e tiveram como fim julgar perante um tribunal militar vinte e quatro membros do partido nazi e seis organizações, acusados de crimes contra a paz, de crimes de guerra e de crimes contra a Humanidade perpetrados durante a Segunda Grande Guerra. O coletivo de quatro juízes era composto pelos seguintes elementos: Henri Donnedieu Vabres, professor na Academia de Direito Internacional de Haia e na Sorbone; Francis Briddle, dos Estados Unidos; Geofrey Lawrence, pertencente ao Tribunal de Apelação do Reino Unido; e T. Nikitchenko, vice-presidente do Supremo Tribunal da União Soviética. O veredito condenou os julgados da seguinte forma: a forca para Göring, que acabou por se suicidar em 15 de outubro, von Ribbentrop, Rosenberg, Franck, Frick, Streicher, Sauckel, Seyss-Inquart, Kaltenbrunner, Keitel e Jodl; a prisão perpétua para Raeder, Hess e Funk; vinte anos de prisão para B. von Schirach e Speer; quinze anos de prisão para K. von Neurath; dez anos de prisão para Dönitz; a absolvição para Schacht, Fritsch e F. von Papen; Ley suicidou-se em outubro de 1945; Martin Bormann, que se encontrava em fuga, foi condenado à forca, por contumácia; o processo de Krupp foi separado. Todos os condenados, exceto Räder, Dönitz e Hess, foram condenados por crimes contra a Humanidade. Os condenados à morte foram executados a 16 de outubro de 1946 em Nuremberga e os condenados a prisão foram encerrados na prisão de Spandau.
Das seis organizações julgadas apenas quatro foram condenadas: o N. S. D. A. P., a Gestapo, as S. S. e o serviço de segurança S. D.
A partir dos resultados deste julgamento a Organização das Nações Unidas passou a definir o crime de genocídio.
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