Julianne Moore

Atriz norte-americana, Julie Anne Smith nasceu a 3 de dezembro de 1960, na pequena cidade de Fayetteville. Como o seu pai era magistrado militar, passou a sua infância de cidade em cidade. Em 1983, licenciou-se em Artes Dramáticas pela Universidade de Boston. Mudou-se então para Nova Iorque onde encontrou trabalho em pequenos teatros. Para melhorar as suas condições financeiras, aceitou trabalhar em telenovelas e minisséries. A sua estreia em cinema fez-se através de um obscuro filme de terror: Tales of the Darkside: The Movie (1990), onde foi "morta" por uma múmia... O primeiro filme credível onde participou foi o thriller The Hand That Rocks the Cradle (A Mão Que Embala o Berço, 1992). Depois de ter contracenado com Madonna no flop Body of Evidence (Corpo de Delito, 1993), Moore conseguiu um pequeno mas significativo papel no filme de ação The Fugitive (O Fugitivo, 1993). Apesar da sua presença no ecrã se cingir a cinco minutos, as suas cenas com Harrison Ford demonstraram que em breve Moore iria alcançar muito mais do que aparições esporádicas. Robert Altman confiou nela para um importante papel no seu Short Cuts (Os Americanos, 1993). Paralelamente, a atriz obteve sucesso na Broadway com a peça Uncle Vania (Tio Vânia, 1994), de Anton Chekhov. O realizador independente Todd Haynes reparou no seu talento e convidou-a para protagonizar Safe (1995), um intenso filme dramático de baixo orçamento em que a atriz encarna uma dona de casa que se torna alérgica ao seu ambiente doméstico. A sua prestação valeu-lhe um prémio no Festival de Sundance, o que originou um convite do realizador Chris Columbus para protagonizar a comédia Nine Months (Nove Meses, 1995) ao lado de Hugh Grant. Em seguida, contracenou com Sylvester Stallone no filme de ação Assassins (Assassinos, 1995) e foi convidada pessoalmente por Steven Spielberg para encabeçar o elenco do filme The Lost World (Parque Jurássico 2: O Mundo Perdido, 1997). Na estreia desta sequela, Moore foi abordada pelo jovem realizador Paul Thomas Anderson que lhe entregou o guião de Boogie Nights (Jogos de Prazer, 1997). A aposta era arriscada: um realizador obscuro e um filme de baixo custo que abordava a indústria pornográfica dos anos 70 do século XX. Aceitou interpretar a personagem de Amber Waves, uma atriz porno e a escolha revelou-se acertada. Apesar das cenas de nudez, Moore arrancou uma interpretação poderosa que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Depois de ter participado no infeliz remake de Psycho (1998), voltou a trabalhar sob as ordens de Anderson em Magnolia (1999), no papel de esposa de um milionário que, após várias traições, descobre o seu amor pelo marido quando este se encontra moribundo. Quando Jodie Foster recusou interpretar novamente o papel de Clarice Starling em Hannibal (2001), Moore suplantou atrizes como Helen Hunt e Cate Blanchett para obter o papel. Foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz pela sua prestação em Far From Heaven (Longe do Paraíso, 2002), onde interpretou Cathy, uma dona de casa que vê a sua vida cair por terra quando descobre que o marido mantém uma relação homossexual.
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