Júlio de Matos

Psiquiatra português notável, Júlio Xavier de Matos nasceu em 1857, no Rio de Janeiro ( Brasil), e finalizou a sua licenciatura em Medicina (1880) na Escola Médico-Cirúrgica. Foi Professor de Psiquiatria na Faculdade de Medicina do Porto e Diretor do Hospital Conde Ferreira da mesma cidade até 1911, data em que se transferiu para Lisboa. Na capital portuguesa, para além de ter dirigido o Hospital Miguel Bombarda de 1911 a 1923, foi ainda Professor da cadeira de Clínica Psiquiátrica na Faculdade de Medicina e Professor de Psiquiatria Forense no curso superior de Medicina Legal de Lisboa.
Notável psiquiatra e um dos mais importantes reformadores do ensino da Psiquiatria em Portugal, Júlio de Matos distinguiu-se no âmbito do alienismo e da psiquiatria forense. Adepto incontestado das correntes positivistas comteanas, fundou, conjuntamente com Miguel Artur e Ricardo Jorge, a revista O Positivismo e foi um dos seus diretores. Foi ainda Membro do Conselho Médico-Legal e da Societé Medico-Psychologique de Paris e sócio da Academia das Ciências de Lisboa.
Júlio de Matos morreu em 1923 (Lisboa) deixando um conjunto de obras que fizeram época na medicina em Portugal. Deste conjunto destacam-se os seguintes trabalhos: 1889, 1913, A Loucura
1892, Alucinações e Ilusões
1898, A Paranoia
1902, 1903, 1907, Os alienados nos Tribunais (3 vol.)
1903, Assistance aux aliénés
1906, Amnésia Visual
1911, Elementos de Psychiatria
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