Ka
O "ka" egípcio ("kau", no plural) era representado por um hieróglifo com um par de braços erguidos. Designava a essência de cada divindade e de cada pessoa, o espírito, força de vida e sexual que após a morte e o enterro se separava do corpo e permanecia ao pé dele usando os objetos e comida deixados no túmulo. A mumificação tornou-se importante para que o "ka" pudesse reconhecer o corpo que lhe pertencia no Além, corpo que então se consolidaria com a assimilação do poder energético dos alimentos deixados (ou pintados) no túmulo ao pé de uma porta falsa. Encontraram-se estátuas funerárias que tinham a mesma função de receber o "ka" do falecido e que representam a imagem do mesmo "ka", como a do rei Autibré Hor da XIIIª Dinastia em Dashur. No ritual da mumificação chamado "Abrir da Boca" os sacerdotes tocavam com um instrumento em determinadas partes do corpo da múmia para "abrir os sentidos" de forma a que esta então pudesse falar e comer na vida do Além, além de libertar o "ka" e o "ba" do corpo. O morto tornava-se abençoado quando o "ka" e o "ba" se juntavam para formar o "akh". O "ba" é aquilo que para os antigos Egípcios se aproxima mais do que é hoje a "alma" para nós, segundo alguns autores, ou a "personalidade", para outros, ou "poder" do indivíduo, uma extensão ou manifestação dos deuses nos homens. "Akh" significa a forma espiritual em que o morto vive no Além, o resultado da fusão do ka com o ba. Akh, ba e ka constituem, com a sombra e o nome, os cinco elementos essenciais em que os Egípcios acreditavam para que existisse um indivíduo autêntico, em corpo e personalidade.
Realizava-se também um ritual de oferta ao "ka" dos mantimentos que lhe eram deixados. Esta forma de oferta ao "ka" passou para os hábitos quotidianos, vulgarizando-se a fórmula "para o teu 'ka'" cada vez que se oferecia bebida ou comida.
Como o "ka" nascia com a pessoa era encarado como um "duplo", aparecendo em imagens na forma de uma réplica em tamanho reduzido do personagem, como duas versões da mesma pessoa. Neste caso as esculturas possuem o nome de "díades".
O papel essencial do "ka" manifesta-se através de representações do deus Khnum a modelá-lo numa roda de oleiro, com os corpos que esperam a inserção do "ka" para poderem viver na Terra, no mundo dos vivos.
Realizava-se também um ritual de oferta ao "ka" dos mantimentos que lhe eram deixados. Esta forma de oferta ao "ka" passou para os hábitos quotidianos, vulgarizando-se a fórmula "para o teu 'ka'" cada vez que se oferecia bebida ou comida.
Como o "ka" nascia com a pessoa era encarado como um "duplo", aparecendo em imagens na forma de uma réplica em tamanho reduzido do personagem, como duas versões da mesma pessoa. Neste caso as esculturas possuem o nome de "díades".
O papel essencial do "ka" manifesta-se através de representações do deus Khnum a modelá-lo numa roda de oleiro, com os corpos que esperam a inserção do "ka" para poderem viver na Terra, no mundo dos vivos.
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Como referenciar
Ka na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ka [visualizado em 2026-06-04 10:22:58].
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