Karl Mannheim

Sociólogo de origem húngara, Karl Mannheim nasceu na Hungria em 1893, onde viveu até 1919, quando se mudou para a Alemanha. O início da sua carreira foi desenvolvido neste país, do qual se viu forçado a sair em 1933. A partir desta data passa a viver na Grã-Bretanha, onde lecionou na London School of Economics. O reconhecimento internacional deste autor derivou do seu trabalho na área da sociologia do conhecimento. Mannheim denunciou a existência de uma relação entre as formas de conhecimento e a estrutura social e tentou resolver o problema daquilo a que chamou as implicações relativistas da sociologia do conhecimento, apontando soluções para o princípio que postula que, se todas as crenças podem ser socialmente localizadas, é impossível qualquer critério de verdade socialmente independente. Segundo este autor, os intelectuais teriam um importante papel face a esta relatividade da verdade, já que deverão ter as competências necessárias para analisar os problemas sob mais do que uma perspetiva. Crítico de Marx, Mannheim distingue utopias de ideologias dizendo que estas últimas apenas ajudam a preservar a ordem social estabelecida enquanto as primeiras se esforçam por transformar sonhos em realidades efetivas, o que fez delas, historicamente, fontes influentes de ação. Mannheim também teorizou acerca da necessidade de reconstrução social da atual sociedade massificada. Faleceu em 1947. As suas obras principais são as seguintes: Ideology and Utopia (1936); Man and Society in an Age of Social Reconstruction (1940); Diagnosis of Our Time (1943); Freedom, Power andDemocratic Planning (1951); Essays on the Sociology of Knowledge (1952); Essays on Sociology and Social Psychology (1953); Essays on the Sociology of Culture (1956).
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