Kate Winslet

Atriz britânica, Kate Elizabeth Winslet nasceu a 5 de outubro de 1975, em Reading, Inglaterra. Filha de atores, dá os seus primeiros passos frente às câmaras de filmar num anúncio publicitário. Depois de tirar o curso de Expressão Dramática, desempenha pequenos papéis nos palcos de Londres e em séries de televisão. O realizador neozelandês Peter Jackson oferece-lhe o primeiro papel cinematográfico em Heavenly Creatures (Amizade Sem Limites, 1994), interpretando Juliet Hulme, uma adolescente neurótica que comete um brutal assassinato. O filme teve uma distribuição comercial incipiente, mas a atuação de Winslet obteve críticas favoráveis. Numa sessão de casting, Winslet impressiona favoravelmente o realizador Ang Lee e a atriz Emma Thompson que a convidam para interpretar a impulsiva personagem de Marianne Dashwood na adaptação cinematográfica da obra-prima de Jane Austen Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso, 1995). O dinamismo da sua interpretação levou-a a ganhar vários prémios em Inglaterra e uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária, prémio que viria a perder para Mira Sorvino. Com o passar dos tempos, Winslet começou a auferir o estatuto de sex-symbol, chegando até a ser capa da revista Vanity Fair. Veste a pele duma sensual Ofélia em Hamlet (1996), dirigido por Kenneth Branagh, a partir da peça de William Shakespeare, e onde contracena com grandes nomes como Julie Christie, Gérard Depardieu, Charlton Heston, Jack Lemmon, Billy Crystal, Robin Williams e "monstros" do teatro britânico como John Gielgud, Richard Attenborough e John Mills. Em 1997, protagoniza o multipremiado Titanic, onde fez par romântico com Leonardo DiCaprio. Nas 14 nomeações para Óscares que o filme recebeu, estava incluída uma vez mais a de Winslet, desta vez para a categoria de Melhor Atriz. A atuação de Winslet não conseguiu convencer os membros da Academia, que preferiram outorgar o prémio a Helen Hunt. Cansada da ribalta de Hollywood, Winslet recusa vários papéis importantes entre os quais o de Lady Viola no filme Shakespeare in Love (A Paixão de Shakespeare, 1998) e que viria a ser conferido a Gwyneth Paltrow. Passa os anos seguintes a protagonizar filmes independentes. O filme que marca o seu regresso a uma grande produção é Quills (As Penas do Desejo, 2000), um retrato dos últimos dias do Marquês de Sade, encerrado num hospício, onde Kate Winslet contracena com Geoffrey Rush e Joaquin Phoenix. Voltaria a ser nomeada uma vez mais para os Óscares (na categoria de Melhor Atriz Secundária), pelo seu papel de Iris, no filme homónimo, realizado pelo britânico Richard Eyre, em 2001. Em 2004, contracenou com Jim Carrey em Eternal Sunshine of the Spotless Mind (O Despertar da Mente), interpretação que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Principal, e ainda com Johnny Depp e Julie Christie em Finding Neverland (À Procura da Terra do Nunca).
Em 2008, depois de ter sido cinco vezes nomeada, Kate Winslet recebeu o galardão de Melhor Atriz Principal graças ao seu desempenho no filme The Reader (O Leitor), realizado por Stephen Daldry. Winslet interpreta o papel de Hanna Schmitz, uma mulher que, na Alemanha do pós-2.ª Guerra Mundial, acolhe e toma conta de um jovem de 15 anos que adoece e desenvolve com ele uma forte relação.
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