Kirk Douglas

Ator norte-americano, de origem russa, de nome verdadeiro Yssur Danielovitch Demsky, nascido em Nova Iorque a 9 de dezembro de 1916. Após ter concluído os estudos liceais, decidiu aventurar-se no teatro, tendo tirado um curso de Interpretação. Após vários anos no teatro amador, chegou à Broadway onde rapidamente granjeou estatuto de primeira figura. A sua aparência de duro impressionou Lewis Milestone que lhe ofereceu um papel de destaque ao lado de Barbara Stanwick no melodrama The Strange Love of Martha Ivers (O Estranho Amor de Martha Ivers, 1946). O êxito do filme demonstrou aos produtores que Douglas estava preparado para voos mais altos. Seguiu-se Out of the Past (1947) de Jacques Tourneur, A Letter to Three Wives (Carta a Três Mulheres, 1949) de Joseph L. Mankiewicz e Champion (O Grande Ídolo, 1949) de Mark Robson. Neste título, interpretou Midge Kelly, um pugilista sem escrúpulos que quebra todas as regras de ética para chegar ao topo, num papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Ator.
No ano seguinte, voltou a ser nomeado pela sua personificação de implacável produtor de Hollywood em The Bad and the Beautiful (Cativos do Mal, 1952) de Vincent Minnelli. Foi na década de 50 que atingiu o seu auge, principalmente em filmes de aventura e westerns, destacando-se 20 000 Leagues Under the Sea (Vinte Mil Léguas Submarinas, 1954), Ulisse (Ulisses, 1955), Man Without a Star (Homem Sem Estrela, 1955), Gunfight at OK Corral (Duelo de Fogo, 1957) e The Last Train From Gun Hill (O Último Comboio de Gun Hill, 1959). Pelo meio, mais uma extraordinária interpretação que o levou a uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator pelo seu retrato de Vincent Van Gogh em Lust For Life (A Vida Apaixonada de Vincent Van Gogh, 1956).
Depois de formar a sua produtora, Douglas construiu uma imagem de produtor tirânico. A prová-lo, despediu Anthony Mann após uma semana de rodagens de Spartacus (1960) para substituí-lo por Stanley Kubrick. Spartacus foi, sem dúvida, o maior êxito comercial da carreira de Douglas, que popularizou a figura histórica do escravo que se rebeliou contra os poderosos do Império Romano a ponto de formar um exército. Continuou a marcar presença em filmes como Seven Days in May (Sete Dias em maio, 1964), The Heroes of Telemark (Os Heróis de Telemark, 1965), There Was a Crooked Man (O Réptil, 1970), Posse (A Cavalgada dos Destemidos, 1975), The Fury (A Fúria, 1978) e Tough Guys (Os Duros, 1986), aqui ao lado do seu bom amigo Burt Lancaster. Dedicou-se posteriormente à televisão, interpretando numerosos telefilmes e séries. Em 1995, sofreu uma trombose crónica que lhe afetou bastante a movimentação e a fala. No ano seguinte, foi homenageado pela Academia com um Óscar Honorário. Não obstante, ainda conseguiu regressar ao cinema pela mão do seu filho Michael Douglas, que produziu o melodrama It Runs in the Family (2003).
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