Lares

Estes dois deuses gémeos etruscos (no singular, lar), filhos da ninfa Lara e do deus Mercúrio, foram adotados pelos Romanos e tornaram-se dos mais importantes para este povo. Eram seres que, visto serem filhos de Mercúrio, possuíam como este as missões de zelar pelas zonas domésticas e pelos cruzamentos, sendo normalmente representados como jovens que envergam vestes curtas, seguram uma cornucópia ou corno da abundância e giram sobre um dos pés, gesto que simboliza a sua capacidade de deslocação rápida. Em certas representações também os acompanha um cão. Sabe-se contudo que existiam mais divindades Lares, que podem ter surgido por desdobramento destes dois iniciais. Os Lares públicos de Roma protegiam o mundo romano, havendo também aqueles que tutelavam as atividades profissionais e outras, como o comércio e diversas atividades de produção. Um dos templos dedicados ao Lares encontrava-se no Fórum Romano, denominando-se templo dos Lares Praestites (designação que traduzida livremente do latim significa "os Lares de maior destaque" ou "os Lares supremos"). O culto dos lares domésticos pode estar também relacionado com o do génio que presidia à vida de cada uma das pessoas na Antiga Roma. Era hábito das famílias romanas realizarem todos os dias um ritual em que ofereciam vinho, incenso ou uma refeição sagrada aos Lares no lararium, o santuário doméstico a eles dedicado.
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