Laurence Fishburne

Ator norte-americano, Laurence Fishburne III nasceu a 30 de julho de 1961, na cidade de Augusta. Estreou-se no mundo artístico aos 12 anos, como ator na telenovela One Life to Live (1968-1976). Não demorou a chegar ao cinema, tendo o melodrama Cornbread, Earl and Me (1975) sido a sua porta de entrada no mundo da Sétima Arte. Depois de um interregno de três anos em que terminou os estudos liceais, Francis Ford Coppola requisitou os seus serviços para desempenhar o papel do Soldado "Mr. Clean" no mítico Apocalypse Now (1979). Contudo, depois deste filme, viveu uma travessia no deserto, aceitando papéis menores e incaracterísticos em títulos como Fast Break (1979), Willie and Phil (1980) e Death Wish II (O Justiceiro da Noite 2, 1982). Foi novamente Coppola quem lhe deu oportunidade de demonstrar o seu talento e versatilidade em Rumble Fish (Juventude Inquieta, 1983) e Cotton Club (1984). Continuou a repetir os papéis secundários em Color Purple (A Cor Púrpura, 1985), Quicksilver (1986), Nightmare on Elm Street 3: a Dream Warriors (Pesadelo em Elm Street 3, 1987), Gardens of Stone (Jardins de Pedra, 1987) e Red Heat (Inferno Vermelho, 1988). O seu primeiro papel de destaque foi num filme de Abel Ferrara: The King of New York (O Rei de Nova Iorque, 1990) como um senhor do crime. Contracenou depois com Gene Hackman em Class Action (A Lei do Poder, 1991) e protagonizou Boyz N the Hood (A Malta do Bairro, 1991). Em 1993, recebeu um Tony para melhor ator pela peça teatral Two Trains Running de August Wilson. Apesar disso, foi surpresa a nomeação para o Óscar na categoria de Melhor Ator por recriar a figura de Ike Turner, marido e agente de Tina Turner em Tina, What's Love Got To Do With It (1993). Havia provado ao mundo da crítica que sabia representar muito para além dos papéis de rufias e criminosos. Apesar de ter perdido o Óscar para Tom Hanks, venceu um Emmy pela sua participação especial na série televisiva Tribeca (1993). O passo seguinte foi representar Shakespeare de forma bastante convincente em Othello (Otelo, 1995), desempenhando o papel do Mouro, travando um convincente duelo dramático com Iago (Kenneth Branagh). Depois de longas-metragens como Just Cause (Causa Justa, 1995), Bad Company (1995) e Hoodlum (1997), voltou a interpretar um título de enorme sucesso: o filme de ação futurista The Matrix (Matrix, 1999), em que deu corpo a Morpheus, líder do grupo de resistentes humanos ao domínio dos computadores que criaram um mundo de realidade virtual, repetindo o mesmo papel em The Matrix Reloaded (2003) e The Matrix Revolutions (2003). Mereceu também a confiança de Clint Eastwood que lhe atribuiu uma participação especial na pele do detetive policial Whitey Powers em Mystic River (2003).
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