Legião Vermelha

Em 1919 alguns anarquistas e membros da Juventude Sindicalista associaram-se e formaram a Legião Vermelha. Esta surgiu como um ato desesperado contra a injustiça social, que favorecia a burguesia e as instituições de cariz republicano. O regime da República utilizava nem sempre justamente um tribunal para condenar pessoas que atentassem contra as autoridades, aproveitando para julgar também alguns elementos destabilizadores.
No entanto, classes que lidavam diretamente com o dinheiro, a quem interessava um regime de ditadura, utilizaram este organismo, infiltrando-se, para o levar a provocar atos extremos que obrigassem o regime vigente a tomar atitudes drásticas.
A Legião Vermelha, formada pelo impulso da raiva, cometia as maiores violências e atrocidades, fazendo muitas vezes justiça pelas suas próprias mãos.
Este grupo foi desmantelado após o atentado ao comandante da Polícia de Lisboa, o tenente-coronel Ferreira do Amaral, em 15 de maio de 1925. Prisões e deportações acabaram com este grupo de pessoas revoltadas contra a injustiça social, que pelo seu fanatismo se tornaram instrumento de outros interesses.
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