lei dos gases ideais

A equação ou lei dos gases perfeitos traduz uma relação matemática que permite relacionar três variáveis de estado de uma amostra gasosa: pressão, temperatura e volume e quantidade de gás da amostra. Para um gás com número de moles constantes, as únicas variáveis necessárias para descrever completamente o sistema são as três variáveis referidas.
A lei dos gases ideais, como o próprio nome indica, é aplicável a gases ideais ou perfeitos, isto é, gases cuja densidade não seja demasiado elevada e cuja temperatura seja tão alta que as suas moléculas se movam praticamente como pequenas partículas de forma esférica que podem chocar-se entre si, elasticamente, sem exercer nenhuma força umas sobre as outras.
Combinando as leis de Boyle-Mariotte e Gay-Lussac, obtém-se uma equação que relaciona as três variáveis de estado anteriormente referidas.
Assim, a lei dos gases perfeitos traduz-se pela seguinte equação:
P*V = n *R*T
Onde P é pressão (atm), V o volume ocupado pelo gás (dm3), n o número de moles e T a temperatura (K).
Verificações experimentais, efetuadas para uma amostra de 1 mol de hidrogénio, conduziram a um valor de R igual a 0,082 atm.dm3.mol-1.K-1, constante designada por R e chamada constante universal dos gases.
Esta equação é independente da natureza do gás.
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