lentilha

Designação comum de plantas herbáceas do género Lens da família das Leguminosas.
A lentilha Lens culinaris é uma erva anual, que atinge, normalmente, cerca de 40 centímetros, ereta e pubescente. As folhas são alternas, pinuladas, com cinco a 16 folíolos ovados, estípulas inteiras e com ráquis que pode terminar numa gavinha. As flores, dispostas em racimos axilares, são hermafroditas, papilionáceas. A corola é branca, rosada ou azulada e menor que o cálice campanulado. O tubo dos estames é troncado muito obliquamente. O ovário é súpero. O fruto é uma vagem glabra. As sementes lenticulares são utilizadas na alimentação.
São plantas originais do Turquestão e, relativamente, pouco cultivadas em Portugal. Além da espécie Lens culinaris, são encontradas em Portugal as espécies Lens nigricans, também comummente denominada lentilha-brava em Trás-os-Montes e Algarve, a Lemna gibba, vulgarmente conhecida por lentilha-de-água-maior de norte a sul do país e a Lemna minor, conhecida comummente por lentilha-de-água ou lentilha-de-água-menor, que é espontânea do Minho ao Algarve. Na flora mediterrânica e na da Ásia ocidental encontra-se um grande número de lentilhas bravas, de entre as quais os agricultores neolíticos selecionaram algumas espécies. Assim se obteve a lentilha cultivada, inexistente no estado espontâneo.
A lentilha faz parte dos mais antigos legumes secos. Os Egípcios alimentavam-se de lentilhas que também foi um alimento vulgar entre as classes pobres da Grécia e de Roma, tendo sido desacreditada pelos médicos dessa época. No século XIX um charlatão fez fortuna vendendo farinha de lentilhas apresentando-a com nome suposto e como um remédio universal.
Tem um elevado valor nutritivo e é rica em fósforo, ferro e vitaminas do grupo B.
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