Léo Ferré

Cantor e poeta francês, nasceu a 24 de agosto de 1916, no Principado do Mónaco, onde passou parte da sua infância. Aos nove anos foi enviado para um colégio interno em Itália. Em 1934, completou os estudos liceais em Roma. Em 1939, completou o curso de Direito, em Paris.
Em meados dos anos 40 começa a escrever canções e a musicar poemas, que interpreta em espetáculos nos cabarets de Monte Carlo. São desta fase temas como "L'Inconnue de Londres" e "Barbarie". Em 1945 trabalhou na Rádio Monte-Carlo como locutor e pianista, e conheceu artistas como Edith Piaf e Francis Claude. Em 1950 compôs a ópera La Vie d'Artiste, revelando o seu talento de compositor. Em 1954 escreveu um oratório baseado na Chanson du Mal-Aimé de Guillaume Apollinaire. Em 1956 publicou Poètes? vos papiers, uma antologia de 77 poemas.
A década de 60 é prolífica e próspera para o artista, gravando e atuando nos principais palcos de music-hall franceses. Marcado pelos acontecimentos de maio de 68 em Paris, Léo Ferré foi visto como o cantor contestatário e revolucionário. A sua sonoridade, influenciada por grupos como os Beatles ou os Moody Blues, assumiu contornos mais pop, visível nos espetáculos com o grupo francês Zoo, com o qual gravou Solitude (1971).
Em 1975 iniciou uma nova aventura musical, fazendo incursões pela música clássica, com recitais acompanhado de orquestras sinfónicas.
Da sua extensa discografia, destacam-se os seguintes álbuns: Les Fleurs du Mal Chanté par Léo Ferré (1957), em homenagem ao poeta Charles Baudelaire; Encore du Léo Ferré (1958), que incluiu temas como "Le Temps du Tango" (1958), "l'Eté s'en Fout" (1958), "Mon Camarade" (1958); Les Chansons d'Aragon (1961), dez poemas de Louis Aragon, musicados por Ferré, dos quais se destacam "L'Affiche Rouge", "l'Etrangère", "Elsa" e "Est-ce ainsi que les hommes vivent ?"; Ferré 64, considerado um dos trabalhos de topo do artista, que inclui temas como "Franco La Muerte", "Sans Façon", "Mon Piano"; Amour Anarchie (1970), que incluiu "Le Chien", "La The Nana", "Paris Je ne t'Aime Plus" e "La Memoire et la Mer"; La Violence et l'Ennui (1980); Les Loubards (1985); e Les Vieux Copains (1990).
Faleceu a 14 de julho de 1993, na sequência de doença prolongada.
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