ligação química

Os átomos têm tendência, consoante a sua posição na tabela periódica, a ceder ou a captar eletrões de valência, de maneira a alcançarem a configuração de gás nobre.
Por esta razão, unem-se a outros átomos, iguais ou diferentes, com maior ou menor intensidade (teoria eletrónica da ligação química).
Existem vários tipos de ligações químicas consoante o tipo de partilha de eletrões. Assim, uma ligação covalente é a que consiste na união de átomos por partilha de pares de eletrões. Cada um dos átomos adquire a configuração de gás nobre, partilhando os seus eletrões de valência com os dos outros átomos da molécula.
Este tipo de ligação é, por um lado, característico de compostos gasosos ou líquidos facilmente evaporáveis e, por outro, de macromoléculas e compostos do tipo diamante, como o próprio diamante, o carboneto de silício, o carboneto de boro, entre outros.
A ligação covalente em que formalmente um dos átomos cede os dois eletrões da ligação designa-se ligação covalente dativa.
Uma ligação iónica será aquela segundo a qual os átomos tendem a adotar a configuração de gás nobre por cedência ou captação de eletrões. As cargas positivas ou negativas que assim se formam dão lugar à união dos iões resultantes conforme a lei de Coulomb.
Este tipo de ligação é particularmente característico nas combinações entre elementos do grupo 1 da tabela periódica (metais alcalinos) e do grupo 17 (halogéneos). Um exemplo característico é a formação do cloreto de sódio (sal comum) a partir do cloro e do sódio. O átomo de sódio cede um eletrão ficando carregado positivamente (Na+) e o eletrão cedido é captado pelo cloro, que se converte num anião (Cl-) carregado negativamente. O catião sódio adquire a configuração eletrónica do gás nobre néon e o anião cloro a do árgon.
Entre a ligação iónica e a ligação covalente pura existem todas as possibilidades intermédias. Em muitos compostos orgânicos existem conjuntamente os dois tipos de ligação.
Uma ligação de hidrogénio é uma interação dipolar intermolecular intensa que tem lugar quando um átomo de hidrogénio se encontra ligado a um átomo eletronegativo, sobretudo azoto, oxigénio ou flúor. A ligação estabelece-se quando o átomo de hidrogénio parcialmente positivo de uma molécula é atraído pelo par de eletrões não partilhado do átomo eletronegativo de outra.
Este tipo de ligação é importante nos solventes hidróxilos como a água e os álcoois.
A ligação de Van der Waals, é uma ligação eletrostática fraca entre dipolos induzidos de átomos ou moléculas. É a responsável pela força de união entre átomos de um gás nobre liquefeito.
Por fim, uma ligação metálica é aquela que existe entre os átomos de metais em ligas. É formada por iões metálicos carregados positivamente e um "gás" constituído por eletrões móveis praticamente livres.
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