liquefação de gases

A liquefação de um gás é a sua passagem do estado gasoso ao estado líquido.
Para se liquefazer um gás, é necessário aumentar o volume do vapor não saturado para que o seu comportamento se assemelhe cada vez mais ao de um gás ideal. Isto permite estabelecer a hipótese de que os gases que nos circundam, como o oxigénio e o azoto, são vapores muito expandidos que, com uma compressão suficiente, podem passar ao estado de saturação e, depois, à fase líquida.
Qualquer gás pode liquefazer-se por compressão, mas só quando se encontra a uma determinada temperatura, característica para cada gás. Esta temperatura, que se denomina de temperatura crítica é, por exemplo, de 364,1 oC para a água; 31,0 oC para o dióxido de carbono e de -118,38 oC para o oxigénio. Consequentemente, o vapor de água e o dióxido de carbono podem liquefazer-se a temperaturas normais. Pelo contrário, para que o oxigénio passe à forma líquida é necessário arrefecê-lo muito.
A liquefação do oxigénio foi obtida pela primeira vez em 1877 pelo investigador Raoul P. Pictet, que liquefazendo sucessivamente diversos gases, como dióxido de carbono, cloreto de metilo e etileno, foi alcançando temperaturas cada vez mais baixas.
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