literatura panfletária

Refere-se a folhetos, escritos em prosa ou em verso e cujo conteúdo, frequentemente de carácter sensacionalista e violento, era dirigido a figuras públicas ou eventos importantes.
Este tipo de literatura abundou nos séculos XVII e XVIII, tendo alguns sido inseridos nas Monstruosidades do Tempo e da Fortuna ou nas obras de Camilo O Regicida, A Caveira do Mártir. A Arte de Furtar, ao mostrar a corrupção da época, é o melhor exemplo do género. Com o jornalismo político do século XIX apareceu a Besta Esfolada (1828-29), de José Agostinho de Macedo e o Punhal dos Corcundas (1823), de D. Frei Fortunato de S. Boaventura. Alexandre Herculano também se envolveu nesta literatura, tal como outros nomes importantes da escrita nacional: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Álvaro de Campos e Almada-Negreiros, com o Manifesto Anti-Dantas.
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