Lotus

A empresa de automóveis inglesa Lotus foi fundada em 1952 por Colin Chapman e tornou-se numa marca de sucesso tanto a nível de competição automóvel como na de produção de carros desportivos para venda ao público.
Chapman, engenheiro mecânico de formação, começou por fazer a Lotus notabilizar-se na preparação de carros de corrida. Mas, para ter meios para sustentar a estrutura desportiva da marca, Chapman começou a lançar modelos de estrada, tendo o primeiro surgido em 1957, sob a designação Mk-7. Este modelo foi baseado no automóvel de competição Mk-6. Ainda em 1957 foi lançado o Lotus Elite.
Cinco anos mais tarde, apareceu o Elan, que se tornou no maior sucesso comercial da Lotus. Foi o primeiro carro europeu a dispor de um motor colocado a meio do chassis. Ao todo foram vendidas 12 mil unidades deste automóvel motorizado pela Ford. Durante a década de 60 a Lotus dedicou-se também a apoiar outras marcas no desenvolvimento de carros com características desportivas. Foi o caso da DeTomaso, da Ford, da Sunbeam, da Opel e da Chevrolet. Esta vertente ganhou cada vez mais importância dentro da Lotus e o departamento acabou por autonomizar-se da empresa. Entretanto, a venda de carros entrou em declínio, já que a prioridade era dada à equipa Lotus de Fórmula 1.
Em 1976 foi lançado o Lotus Esprit, destinado a concorrer com carros como os Ferrari e os Porsche. No entanto, o seu elevado preço levou a que as vendas ficassem aquém das expectativas.
Em 1981 Colin Chapman morreu de ataque cardíaco e a crise financeira da Lotus agravou-se. Assim, em 1984, 25 por cento da empresa foi vendida aos japoneses da Toyota. No entanto, quatro anos depois a Toyota passou a Lotus à General Motors, dos Estados Unidos da América. O grupo norte-americano apostou em relançar o nome Lotus, investindo no desenvolvimento do Elan Mk II, um carro de tração dianteira. No entanto, por ser um carro com um motor turbo pouco potente e um corpo demasiado pesado, acabou por ser facilmente batido em vendas pela concorrência, nomeadamente pela Mazda que apresentou na época o popular MX-5. Devido ao fracasso comercial deste modelo, a General Motors vendeu a Lotus em 1993 ao milionário italiano Romano Artioli, que tinha feito renascer a Bugatti. Artioli lançou o modelo Elise, com chassis de alumínio, o que fazia dele um carro leve, que acabou por ser bem aceite pelo público. No entanto, devido à falência da Bugatti, Artioli ficou em dificuldades financeiras e, em 1996, a Lotus foi parar às mãos da marca Proton, da Malásia.
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