Luís Filipe Pereira

Político português, Luís Filipe da Conceição Pereira nasceu a 29 de outubro de 1944, em Lisboa. Em 1973, licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia, onde foi assistente, tal como aconteceu no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, ambos na capital. Entre 1979 e 1986, exerceu docência universitária, tendo sido professor auxiliar no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa.
Paralelamente, desempenhou cargos de direção nas áreas financeiras e de gestão de diversas empresas, até chegar em 1984 a diretor-geral adjunto da Quimigal, na área dos produtos químicos. Ocupou esse posto até 1986, altura em que foi pela primeira vez para o Governo, por iniciativa do primeiro-ministro social-democrata Cavaco Silva, para desempenhar o cargo de secretário de Estado da Segurança Social. Esteve no Governo entre 1987 e 1989 e regressou dois anos depois, desta vez como secretário de Estado da Energia. Desta vez, cumpriu quatro anos de mandato, de novo num Governo chefiado por Cavaco Silva. Simultaneamente, neste período entre 1991 e 1995, foi vice-presidente da EDP.
Depois de abandonar a política, tornou-se presidente do Instituto Português de Transportes, entre 1996 e 2001, ao mesmo tempo que desempenhou funções administrativas em empresas como a Quimigal e o Banco Mello. Ainda entre 1996 e 1997, foi membro da Comissão do Livro Branco para a Reforma da Segurança Social. Também a partir de 1996, e até 2001, presidiu à direção da Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Elétrica. Ao longo de todos estes anos, Luís Filipe Pereira manteve sempre uma ligação ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tanto como docente como na qualidade de coordenador e responsável de cadeiras.
Já em 2002, passou a administrador da EDP, mas ainda em abril do mesmo ano regressou à governação, desta vez como ministro da Saúde, cargo para o qual foi convidado por Durão Barroso, social-democrata primeiro-ministro do XV Governo Constitucional. Para o Ministério da Saúde foi deste modo escolhido um economista, a quem coube lidar com um setor com um défice de mais de mil milhões de euros e com listas de espera nos hospitais de mais de 90 mil pessoas.
A 17 de julho de 2004, tomou posse o XVI Governo Constitucional, liderado por Santana Lopes, e Luís Filipe Pereira manteve o mesmo cargo governativo.
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