Luís Filipe Rocha

Realizador português, Luís Filipe Rocha nasceu a 16 de novembro de 1947, em Lisboa. Iniciou a sua carreira como documentarista, assinando curtas e médias-metragens como Nós, No País (1975) e Barranhos - Quem Teve Medo do Poder Popular? (1976), claramente influenciadas por uma visão política de esquerda. A sua primeira longa-metragem de ficção pretendeu retratar o Portugal do Estado Novo, fazendo a sua transição para o Portugal democrático: A Fuga (1977), protagonizado por José Viana e Henrique Viana, procurou relatar um episódio verídico de um grupo de prisioneiros políticos que encetou a fuga do Forte de Peniche. Seguiram-se a adaptação cinematográfica da obra de Manuel da Fonseca Cerromaior (1981) e um documentário sobre Jorge de Sena: Sinais de Vida (1984). Na década de 90, procurou assinar obras com características mais comerciais mas Amor e Dedinhos do Pé (1991) e Sinais de Fogo (1995) passariam quase despercebidos entre o público. Já Adeus, Pai (1996), claramente vocacionado para um público juvenil, teve um assinalável sucesso: protagonizado por João Lagarto e com a banda sonora a cargo dos Delfins, o filme retrata o trajeto de um pai divorciado, a braços com uma doença grave, que tenta reconquistar o afeto do seu filho adolescente. Cinco anos depois, assinou a sua obra mais polémica: Camarate (2001), que envolveu um elenco de luxo composto por nomes como Virgílio Castelo, Maria João Luís, Filipe Ferrer, José Wallenstein e José Raposo e veio relançar a discussão pública sobre a morte de Francisco Sá Carneiro em 4 de dezembro de 1980, avançando com a hipótese de atentado. Em 2003, assinou A Passagem da Noite, protagonizado por Leonor Seixas, e, em 2005, Até Amanhã Camaradas, uma série televisiva de seis episódios, baseada numa novela de Manuel Tiago.
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