Luiz Felipe Scolari

Treinador brasileiro de futebol nascido a 11 de setembro de 1948, em Passo Fundo, no Brasil.
Scolari foi um defesa-central com uma carreira discreta tendo passado por clubes modestos do Brasil entre 1967 e 1981. Jogou no Aimoré, Caxias, Novo Hamburgo, Juventude e CSA. Neste último, estreou-se como treinador em 1982, ano em que se sagrou campeão alagoano. No ano seguinte, passou para o Juventude, seguindo em 1984 para a Arábia Saudita onde até 1985 orientou o Al-Shabab. Em 1986, regressou ao Brasil e ao CSA, e, no ano seguinte, treinou pela primeira vez um grande clube, no caso o Grémio de Porto Alegre. À frente desta equipa conquistou o seu primeiro título ao vencer o campeonato gaúcho. Entre 1988 e 1990, esteve de novo no Médio Oriente, desta vez no Koweit, para treinar o Al-Qadsia, com o qual venceu a Taça do Koweit e a Taça dos Golfo, ambas em 1990.
Regressou por pouco tempo ao país natal, em 1991, mas ainda conseguiu levar o Criciúma à conquista da Copa Brasil, antes de volta para o Koweit, agora para dirigir o Al-Ahli. Entre 1993 e 1996, esteve de novo à frente do Grémio de Porto Alegre, onde conquistou três títulos importantes: a Copa do Brasil em 1994, a Copa Libertadores da América (competição de clubes da América do Sul) em 1995 e o campeonato brasileiro em 1996.
Depois, Scolari tentou uma nova aventura no estrangeiro, desta vez no Japão, onde em 1997 treinou o Jubilo Iwata. Mas, ainda nesse ano, regressou ao Brasil para ganhar mais uma série de títulos, desta vez com o Palmeiras. Em 1998, venceu a Copa do Brasil e a Copa Mercosul (prova de clubes da América do Sul) e no ano seguinte voltou a triunfar na Copa Libertadores da América. Em 2000, mudou-se para o Cruzeiro onde no ano seguinte venceu a Copa Sul Minas.
Em junho de 2001, assumiu o comando técnico da seleção brasileira quando esta estava em dificuldades na fase de apuramento para o Mundial de Futebol de 2002. Sob o comando de Scolari, o Brasil qualificou-se para o Mundial, a ter lugar no Japão e na Coreia do Sul. Apesar de ser alvo de alguma contestação, o treinador manteve-se à frente da seleção e levou o Brasil à conquista de mais um título mundial.
Scolari deixou, então, a seleção brasileira e mudou-se para Portugal para orientar a seleção nacional no Europeu de 2004. Como líder da equipa lusa conseguiu atingir, a despeito das várias críticas que lhe foram dirigidas no início do campeonato, a fase final da competição. No entanto, e apesar do feito inédito no futebol português, a equipa nacional acabou por ser derrotada pela Grécia por 1-0, no dia 4 de julho de 2004. A motivação foi uma das grandes armas escolhidas pelo treinador brasileiro. De uma forma geral, o público português acabou por se render ao seu entusiasmo contagiante, aplaudindo e cumprindo as sugestões de Scolari, como, por exemplo, a escolha, para os dias de jogo, de vestuário com as cores da seleção, a colocação de bandeiras nacionais nas varandas e janelas das habitações e o acompanhamento, também inédito, por parte de milhares de apoiantes - a pé, de carro, de motorizada e até de barco - do autocarro da seleção nas suas viagens entre o centro de estágio e os estádios. Dois anos depois, Scolari foi novamente o selecionador português para o mundial, tendo conseguido levar a equipa portuguesa até às meias finais.
Em 2008, no campeonato da Europa de futebol, Scolari levou a seleção nacional aos quartos de final.
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