Lusitanos

O nome Lusitanos é dado ao conjunto de povos da Lusitânia pré-romana, nomeadamente os que habitavam o território entre os rios Douro e Tejo, oriundos da Europa Central (possivelmente dos Alpes suíços), que terão chegado à Península Ibérica quando se deram as imigrações célticas. Os muitos contactos e cruzamentos destas tribos com outros povos, fossem eles imigrantes pacíficos, fossem invasores, levaram a que a base étnica celta se misturasse, acabando por dar origem aos Lusitanos.
Estes povos lutaram contra os Romanos entre 193 e 45 a. C., sendo submetidos à administração romana em 29 a. C. A falta de cultura e o selvagismo que caracterizavam os Lusitanos deviam-se aos seus hábitos guerreiros e também ao facto de viverem em lugares afastados, geralmente povoações muralhadas (conhecidas por castros, crastos ou citânias), onde era difícil chegar por mar ou por terra, o que não lhes permitia o contacto social com outros povos. Este espírito guerreiro alimentou as lutas ferozes que eram forçados a manter com os Romanos em defesa do território, e que começaram quando terminou a segunda guerra púnica.
Hábeis nas ações de guerrilha, os Lusitanos usavam como arma defensiva um pequeno escudo redondo para intercetar os dardos e as setas e como armas ofensivas punhais, espadas, dardos e lanças de arremesso. Protegiam-se com uma couraça de linho espesso e um capacete metálico ou de couro. Untavam o corpo, comiam somente uma vez por dia, dormiam no chão e usavam os cabelos compridos. Viviam em casas de pedra, cobertas de colmo, e usavam vestuário de linho e de lã, bem como objetos de cabedal e esparto. Praticavam sacrifícios humanos em honra do deus da guerra, oferecendo não só os prisioneiros como também cavalos e bodes. De resto, no seu panteão abundavam os deuses da terra e da fecundidade. Trabalhavam a cerâmica e os metais, destacando-se a ourivesaria, e praticavam, além da agricultura rudimentar, a caça, a pesca, a pastorícia e o comércio.
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