macrocosmos

Derivado da filosofia de Aristóteles e da astronomia de Ptolomeu, o conceito de macrocosmos refere-se a um sistema de cosmologia geocentrista, ou seja, em que a Terra ocupa o centro do Universo e o mesmo planeta Terra é quase idêntico à abóbada celeste.
Na Grécia surgiu a noção de pneuma ("sopro"), que fluiria e se encontraria presente em todas as coisas do Universo, e serviria de elo de ligação entre tudo o que se encontra neste mesmo Universo, nomeadamente em termos fisiológicos, naturais e astrais.
A astrologia geográfica, inspirada neste conceito, faz uma série de ligações entre os elementos constituintes do céu, do mundo sublunar (tudo o que se encontra "debaixo" da Lua, partindo do princípio de que o Universo se organizaria por níveis sucessivos) e do corpo humano. Neste caso, todo o ser dotado de vida sofreria a influência, favorável ou desfavorável, emanada pelos astros, que por sua vez seriam influenciados pela energia dos elementos da atmosfera – ventos, massas de água, entre outros – que as zonas sublunares emanam. As representações conhecidas destes temas apresentam ou os elementos constituintes sob a sua forma natural (astros, Homem, Zodíaco) ou personificando-os/metamorfoseando-os (a Lua pela deusa Ísis, o planeta Mercúrio pela ave Fénix, o planeta Saturno pelo corvo...).
O equilíbrio harmónico entre o macrocosmos e o microcosmos é representado usualmente por uma correia de ouro.
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