magnitude

Um sismo representa uma brusca libertação de energia. A sua avaliação tem sido muito difícil e originou muitos cálculos teóricos. Em 1936, Charles Richter, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, com base no estudo de sismos ocorridos no Sul da Califórnia, propôs uma escala de magnitude simples: o logarítmo decimal da amplitude máxima da oscilação, medida em microns, num sismógrafo situado a 100 quilómetros do epicentro. Em consequência, o que existe, segundo o lugar, são várias intensidades para o mesmo sismo, sendo este caracterizado por uma única magnitude.
A escala de Richter dá o valor de magnitude máxima igual a 8,9 (M=8,9) para os maiores tremores de terra conhecidos (11 da escala de Mercalli). A magnitude M está ligada à energia libertada, utilizando a fórmula-tipo:

- em que Eo = 2,5 x 1011 ergs. As explosões experimentais, de energia conhecida, permitiram estabelecer um coeficiente relativo à profundidade do foco.
Para a magnitude 8,9 (sismo do Chile em 1960), a energia libertada é de
5,6 x 1024 ergs (E = 5,6 x 1024 ergs), que é 100 vezes superior às das maiores bombas atómicas experimentadas (Hiroxima, 20 quilotoneladas, estimando-se a energia libertada em 1019 ergs).
Os prejuízos começam no epicentro para M = 4,5. O nível M = 7,5 marca o limite inferior dos grandes sismos. Richter indicou a ocorrência de 16 sismos de magnitude superior a 8,6 de 1904 a 1957.
A frequência dos sismos diminui mais rapidamente á medida que crescem os valores das magnitudes, mas a quase totalidade da energia provém de grandes tremores de terra.
A magnitude depende do "choque" inicial e da profundidade do foco. Os sismos superficiais são os mais temíveis.
Como referenciar: Porto Editora – magnitude na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-07 22:06:31]. Disponível em