Manuel de Arriaga

Professor liceal, escritor e político, de seu nome completo Manuel José de Arriaga Brum da Silveira, nasceu a 8 de julho de 1840, na Horta, e faleceu a 5 de março de 1917. Desde jovem empenhado na propaganda republicana, professor liceal, poeta e escritor, notabilizou-se como advogado na defesa de correligionários processados pelas suas ideias ou atividades, fez parte do Diretório do Partido Republicano (1891), foi deputado em duas legislaturas ainda durante a Monarquia (1882 e 1892) e foi eleito para as Constituintes de 1911. Ainda naquele ano, com o apoio parlamentar dos partidários de António José de Almeida e Brito Camacho, tornar-se-ia o primeiro Presidente da República constitucionalmente eleito. No entanto, a sua política conciliadora, baseada em propósitos de defesa da honra nacional e na concórdia de toda a família portuguesa, colidiu com as tendências golpistas sempre presentes na política do novo regime. Em 1915, a crise desencadeada pelo golpe de Pimenta de Castro, que envolveu a dissolução do Parlamento, levou-o a atitudes contraditórias com as leis da República. O Parlamento declarou-o fora da lei e Manuel de Arriaga demitiu-se, após o que se retirou da atividade política, vindo a morrer em 1917.
A 16 de setembro de 2004, os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional. Na cerimónia oficial estiveram presentes o Presidente da República Jorge Sampaio e o Presidente da Assembleia da República Mota Amaral, entre outras figuras importantes da política portuguesa.
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