Maria da Fé

Fadista portuguesa, nasceu no dia 25 de maio de 1945, no Porto, com o nome completo de Maria da Conceição Costa Gordo.
Foi criada no seio de uma família pobre e, desde muito cedo, começou a cantar para poder ajudar a sustentar os seus parentes mais diretos.
Com apenas 14 anos, Maria da Fé ganhou o primeiro prémio num concurso de cantadeiras no Porto e estreou-se no teatro ainda com essa idade. Aconteceu numa mini-revista que foi levada à cena no Teatro do Vale Formoso, no Porto. A carreira no teatro prosseguiu, em Lisboa, na revista Elas é que Sabem. Quando tinha 17 anos, Maria da Fé resolveu então deixar o Porto e mudar-se para a capital. Aí dedicou-se em exclusivo à carreira de artista, tendo começado por atuar na Adega Machado, seguindo-se a presença nas tradicionais casas de fado lisboetas.
Em 1969, Maria da Fé tornou-se na primeira fadista a participar no Festival RTP da Canção. Cantou "Vento do Norte", uma música da autoria de Braga dos Santos e Francisco Nicholson. A participação de Maria da Fé no festival correu bem e ela acabou por ser convidada a dar voz a um projeto que misturava a música pop com fado. Contudo, esta experiência não foi bem aceite pelos músicos, intérpretes e apreciadores mais tradicionalistas, pelo que continuou a sua ascensão no mundo do fado. Assim, até 1970 fez diversas digressões, na Europa, Ásia, África e América, cantando principalmente para as comunidades portuguesas de emigrantes.
Com 25 anos, recebeu o Prémio da Imprensa, considerado na época o mais importante galardão da crítica musical portuguesa.
Em 1984, Maria da Fé teve a honra de ser a primeira artista portuguesa a atuar no Brasil, no âmbito da iniciativa "Ponte Aérea Luso-Brasileira".
Em 1996, foi lançado um CD que reúne os maiores êxitos de Maria da Fé, intitulado Até Que A Voz Me Doa.
Como referenciar: Maria da Fé in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-08-04 09:42:50]. Disponível na Internet: