Maria de Lourdes Pintasilgo

Política portuguesa, Maria de Lourdes Ruivo da Silva Pintasilgo nasceu a 18 de janeiro de 1930, em Abrantes, e faleceu a 10 de julho de 2004, em Lisboa.

Tendo-se mudado para Lisboa, aos 12 anos era já, no Liceu Filipa de Vilhena, responsável por todo o núcleo do Movimento Feminino Português. Em 1947 ingressou no Instituto Superior Técnico para tirar o curso de Engenharia Química. Em 1961, na Holanda, dedicou-se por inteiro ao movimento religioso Chamamento do Graal.
Regressou a Portugal em 1969 e dois anos depois foi convidada a representar Portugal na Organização das Nações Unidas, o que aceitou. Em 1974, recebeu a Revolução de abril com entusiasmo, tendo sido secretária de Estado da Segurança Social do Primeiro Governo Provisório. Devido à crise política instalada, foi convidada pelo presidente da República António Ramalho Eanes para o cargo de primeiro-ministro, que exerceu durante cem dias, em 1979.

Em 1983, fundou o Movimento para o Aprofundamento da Democracia (MAD). Dois anos mais tarde e após vários contactos, entre os quais com Ramalho Eanes, Maria de Lourdes Pintasilgo foi candidata à Presidência da República, vindo a ser derrotada na primeira volta das eleições.

Após a derrota, de uma maneira geral, dedicou-se à reflexão política (sem filiação em qualquer partido) e à intervenção em movimentos católicos. Presidiu à Comissão Internacional para a População e Qualidade de Vida e ao "Comité des Sages" da Comissão Europeia.

Publicou várias obras, como Sulcos do Nosso Querer Comum (1980), Imaginar a Igreja (1980) e Os Novos Feminismos: Interrogação para Cristãos (1981).

Como referenciar: Maria de Lourdes Pintasilgo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-18 06:07:14]. Disponível na Internet: