Artigos de apoio

Maria Judite de Carvalho
Ficcionista e jornalista, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Viveu em França e na Bélgica entre 1949 e 1955. Trabalhou nos periódicos lisboetas Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias e O Jornal. A obra ficcional de Maria Judite de Carvalho conjuga uma visão desencantada da realidade, preservada de sentimentalismos, com a observação irónica da sociedade burguesa, centradas na focalização de personagens existencialmente situadas perante situações-limite ou confrontadas com o vazio da existência humana. No conto e na novela, Maria Judite de Carvalho compôs, assim, durante os anos 60, segundo Eduardo Lourenço, um "universo singular, todo olhar e memória, sobretudo para o que podia ser e nunca será, universo da deceção vivida como vitória e vice-versa, mundo de álbuns que se abrem à nossa passagem e nos olham como espelhos, armários vazios cheios de nós mesmos, solidão solidificada entre as caixas e os mais impercetíveis pensamentos ("Situação da Literatura Portuguesa", in O Canto do Signo. Existência e Literatura (1957-1993), Lisboa, Presença, 1994, p. 275). A obra de Maria Judite de Carvalho, tradutora de Hervé Bazin, encontra-se em grande parte traduzida em francês e em espanhol.
Como referenciar: Maria Judite de Carvalho in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-06-27 01:00:20]. Disponível na Internet: