Maria Teresa da Áustria

Imperatriz da Alemanha entre 1740 e 1780, rainha da Holanda e da Boémia. O seu sentido do dever, a firmeza perante as dificuldades e a necessidade de preservar a legado dos Habsburgos são os traços mais marcantes desta imperatriz. Transformou o império num estado moderno, principalmente a nível económico, com o incremento da indústria. Sucedeu ao pai, o imperador Carlos VI, com base na pragmática sanção de 1713 que previa a descendência feminina na ausência de herdeiros masculinos. Com a subida ao trono de Maria Teresa, todos os Estados contestaram os direitos da nova imperatriz. Esta conseguiu repelir os seus adversários, mas perdeu a Silésia e subscreveu as reivindicações nacionais dos Húngaros. Durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), da qual a Inglaterra saiu vitoriosa, tentou em vão recuperar a Silésia. Com a assinatura do tratado de Paris, a imperatriz foi obrigada a renunciar a todas as suas pretensões sobre os territórios do rei da Prússia. A sua política nacional eficaz refletiu-se na reorganização da administração central e provincial, da justiça, das finanças e do exército, e ainda na reforma do ensino.
Casou em 1736 com Francisco Estêvão, duque de Lorena, proclamado imperador sob o nome de Francisco I em 1745. O primogénito tornou-se imperador com o nome de José II, começando a governar após a morte da mãe.
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