Marinha Grande


Aspetos Geográficos
O concelho da Marinha Grande, do distrito de Leiria, localiza-se na Região Centro (NUT II) e no Pinhal Litoral (NUT III). Está situado na margem direita do rio Lis, próximo da serra dos Candeeiros e envolvido por uma extensa mata de pinheiros - o Pinhal de Leiria. É limitado a norte e leste pelo concelho de Leiria, a sul pelo concelho de Alcobaça, e a oeste estende-se até ao oceano Atlântico.
No total abrange uma área de 185,4 km2 e é constituído por três freguesias: Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria. Em 2005, o concelho apresentava 37 754 habitantes.
O natural ou habitante de Marinha Grande denomina-se marinhense.

História e Monumentos
Existem poucos vestígios da história deste concelho anteriores ao século XV, mas pensa-se que a sua função principal era a de defesa dos terrenos de cultivo das areias pelo que foi construído o pinhal e que acabou por ser responsável pelo surto industrial de todo o concelho.
No século XVIII o concelho conheceu um grande desenvolvimento devido à indústria vidraceira. A primeira fábrica surgiu por volta de 1748 por obra do irlandês John Beare, mas sem grande sucesso. Em 1769, Guilherme Stephens, com ajuda do rei D. José I, através de isenções fiscais, empréstimos sem juros, combustível gratuito, etc., recuperou a fábrica e conseguiu atingir bons resultados. Este facto originou um grande desenvolvimento de toda a área, desde a população, às comunicações, etc.
Marinha Grande foi elevada a cidade a 19 de abril de 1988.
Do património cultural, destacam-se a Capela de N.ª S.ª do Rosário (1590; bispo D. Pedro de Castilho), que mais tarde deu lugar à igreja matriz.
A nível de museus existe o Museu do Vidro inaugurado a 13 de dezembro de 1998; o Museu Municipal Joaquim Correia; a Casa Alpendrada que constitui uma casa típica de operários vidreiros; o Museu Nacional da Floresta, no Parque do Engenho, e que está relacionado com a exploração do pinhal, fonte de sustento da população local durante séculos; o Museu da Santos Barosa (Vidros SA) e a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira em S. Pedro de Muel.
Outros pontos de interesse são as praias de São Pedro de Muel e da Vieira e o pinhal de Leiria, também conhecido pelo pinhal do Rei -, as primeiras árvores foram mandadas plantar por D. Sancho II no século XIII e depois dinamizado por D. Dinis, tendo sido responsável pelo abastecimento da indústria naval dos Descobrimentos.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Todos os anos se realizam algumas feiras, destacando-se a Feira de Artesanato e Gastronomia, em novembro/dezembro, e a Feira Mensal de Gado. Quanto às festas salienta-se o Festival das 4 Cidades, no mês de julho e o Festival de Teatro da Alta Estremadura, em maio.
O feriado municipal decorre na segunda-feira de Ascensão.
A nível de artesanato sobressaem o vidro, o cristal, as miniaturas de barcos de madeira e a empalhação de vasilhame de vidro.

Economia
O setor de atividade predominante é, sem dúvida, o secundário, ligado à indústria vidraceira - vidros e moldes e plásticos. No entanto, antes da transferência da fábrica de Coina para o concelho, dominavam as indústrias da madeira, manutenção e abate do pinhal. Para além desta, existem também as indústrias de cartonagens, empresas de mobiliário, aços, iluminação e artigos elétricos.
O desenvolvimento deste setor irá influenciar o desenvolvimento do setor terciário, nomeadamente as atividades comerciais (comércio tradicional - pequenas lojas), administrativas, ensino, saúde, alojamento, etc., e o turismo, relacionadas com a própria indústria do vidro, mais concretamente com a visita a fábricas e ao museu.
O setor primário tem pouco relevo económico no concelho.
Como referenciar: Marinha Grande in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-21 17:00:51]. Disponível na Internet: