Marinha Portuguesa (de D. Dinis à Expansão)

Desde o reinado de D. Dinis, com a vinda para o reino do almirante genovês Manuel Pessanha, com a incumbência de organizar a marinha reinol, que se regista a existência de uma organização naval com a intenção de defender o litoral português e, ao mesmo tempo, de repelir os ataques de pirataria muçulmana, além de reunir condições para atacar a zona Norte do continente africano. Passando pelas primeiras incursões nas ilhas Canárias em 1336, foi sobretudo durante o reinado de D. Fernando I que houve um maior cuidado no reforço da marinha através dos seguros marítimos, dos privilégios concedidos aos construtores navais e de outras medidas de fomento. De facto, veio a verificar-se que o papel da marinha nacional foi extremamente importante no apoio ao mestre de Avis contra D. Beatriz, rainha de Castela, no decorrer da crise de sucessão dinástica que se viveu em Portugal entre os anos de 1383 e 1385. Com a estabilidade que o país viveu no século XV proporcionou-se o início da expansão (em 1415, com a conquista de Ceuta) e o subsequente apoio às praças que foram sendo conquistadas, assim como a defesa do monopólio comercial português efetuado em determinadas zonas. Paralelamente, a experiência proporcionava saber que era sistematizado e evoluía progressivamente, podendo deste modo os marinheiros ultrapassar obstáculos que até então pareciam intransponíveis. A prosperidade e sucesso que o reino conheceu com a expansão atraíram também a pirataria ao longo da costa de Portugal continental e das suas possessões, desempenhando por conseguinte a marinha um papel fundamental de defesa.
Iniciada a navegação no Oceano Atlântico com as caravelas, que serviam essencialmente para a navegação ao longo da costa e eram dotadas de bastante resistência, com a incursão no Índico passaram a ser usadas as naus, embarcações para uma navegação mais arrojada. Estas, à medida que o comércio prosperava, foram aumentando a capacidade de carga e de defesa perante as adversidades – marítimas e humanas - , por intermédio dos artesãos que iam aperfeiçoando a sua arte. No século XVI surge o galeão, preparado para atingir velocidades mais elevadas, sendo mais estável e mais cumpridor das instruções do piloto, além de ter o casco reforçado.
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